Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Dólar a R$ 3 é o ideal, diz Roberto Rodrigues

Segunda, 18 de Abril de 2005 às 12:37, por: CdB

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse, em palestra na Cúpula Brasil da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Nova York, que, em função do câmbio, muitos produtos brasileiros estão perdendo competitividade no mercado internacional.

- Os produtores de carne estão reclamando de que não têm como competir com essa taxa de câmbio - afirmou o ministro.

- Os setores de açúcar, laranja, soja ainda estão eficientes - afirmou o ministro.

- Esperamos que as coisas melhores daqui em diante.

Perguntado sobre o que o governo poderia fazer para remediar a situação do câmbio, Rodrigues disse que "o governo já tem feito o que pode". Mas ele acrescentou que a taxa de câmbio ideal para o setor agrícola seria a de R$ 3 por dólar. Nesta segunda-feira, a moeda americana está cotada a R$ 2,61.

Rodrigues também disse que a seca do Rio Grande do Sul, considerada a pior dos últimos 40 anos, provocou uma quebra superior a 80% nas safras de soja e milho.

De acordo com o ministro, isso obrigou o governo a rever e repactuar seus contratos de financiamento para os produtores, que não conseguiam pagar os empréstimos.

- O governo está criando mecanismos de alongamento de dívida para o setor - afirmou.

Segundo o ministro, a seca reduziu de 131 milhões de toneladas para 120 milhões de toneladas a previsão da safra de grãos deste ano.

No mesmo evento, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse em sua palestra que o crescimemto da economia brasileira em 2004 decorreu muito mais da demanda interna do que do crescimento das exportações.

Perguntado sobre a recente alta da inflação, apesar da subida dos juros, Meirelles argumentou que ano a ano a inflação tem caído "de forma consistente". Ele acrescentou que o sistema de metas de inflação é o mais adequado para o país.

O presidente do Banco Central afirmou também que mesmo que o cenário internacional se deteriore "desta vez o Brasil estaria muito menor vulnerável do que no passado para enfrentar a aversão ao risco".

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, também participa da Cúpula Brasil, que reúne em Nova York investidores e empresários e executivos interessados em negócios com o país.

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