Pelo menos 2 milhões de pessoas se reuniram na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio, para saudar a chegada do Ano-Novo. Nem mesmo a ameaça de chuva afastou turistas e cariocas da que é considerada uma das maiores festas de virada de ano do planeta e quando a queima de fogos teve início houve uma explosão de alegria que contagiou todo mundo.
Houve quem criticasse o excesso de fumaça provocado pelos fogos - que encantaram a multidão durante 25 minutos - mas a emoção de deixar para trás o ano velho e seus problemas falou mais alto e o que viu foi a multidão erguendo brindes, dançando, cantando e se abraçando ao som da música que tomou conta da orla.
Ao fundo, uma roda-gigante instalada no Forte Copacabana fez a contagem regressiva lembrando que o Rio é candidato a sediar as Olimpíadas de 2016. Segundo a Polícia Militar, pelo menos três pessoas ficaram feridas a tiro durante uma briga perto do palco principal, mas nada empanou o brilho da festa.
Os três feridos - Rafael Pereira Leite, de 19 anos, Priscila Oliveira da Silva, de 26, e Nilza Maria Batista Vieira, de 53 anos - foram levados pelos bombeiros para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, de onde foram liberados algumas horas depois.
Após a queima de fogos a cantora Mart’nália deu início ao show musical, que ainda teve o Grupo Revelação e a bateria das escolas de samba do Salgueiro e Beija-Flor de Nilópolis.
Na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, a festa reuniu 1 milhão de pessoas, segundo a Polícia Militar. A queima de fogos teve a duração de pouco mais de 15 minutos e em seguiida todo mundo foi dançar ao som das carrapetas do DJ Paul Van Dyk, no palco armado na Praça do Ó, numa festa que não teve hora para terminar.
No Piscinão de Ramos, no subúrbio, um público calculado em 50 mil pessoas assistiu a queima de fogos e aos shows de Dicró, Kelly Key e MC Leozinho.