A Copa das Nações Africanas deverá se realizar, apesar do atentado desta sexta-feira contra a seleção do Togo, disseram os organizadores do torneio em Angola.
Dois membros da delegação de futebol de Togo morreram após o ataque contra o ônibus em que viajava a seleção para disputar a Copa Africana de Nações, disse o goleiro do time Kossi Agassa à rádio francesa France Info.
– Acabamos de ser informados que o assistente do técnico e nosso assessor de imprensa morreram –, afirmou.
O diretor regional da companhia de assistência médica internacional SOS em Johanesburgo afirmou que um paciente havia morrido.
– Houve um pedido para levar dois membros do time para a África do Sul. Um desses pacientes morreu e o segundo está sendo removido por ambulância aérea e estará no hospital de Milpark –, disse Fraser Lamond.
– Eu não sei se ele era um jogador ou não.
Homens armados abriram fogo contra o veículo que levava a seleção de futebol do Togo para a Copa Africana de Nações, em Angola, na sexta-feira.
– A nossa prioridade máxima é a segurança dos jogadores, mas o torneio irá adiante –, disse um porta-voz da Confederação Africana de Futebol (CAF). As autoridades angolanas disseram na sexta-feira que vão redobrar os esforços para garantir a segurança dos jogadores no torneio, que começa neste domingo.
O braço armado do grupo separatista Forças de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) assumiu a responsabilidade pelo ataque.
O enclave de Cabinda, no norte de Angola, é conhecido pelo conflito separatista, iniciado em 1975, quando o país tornou-se independente de Portugal.
Região perigosa
A CAF disse que não tinha sido informada pela Federação Togolesa de Futebol de que a seleção do país estava viajando por terra através de uma região perigosa. Representantes da entidade se mostraram surpresos com o fato de o time não ter viajado de avião.
Os jogadores do Togo devem decidir neste sábado se participam do torneio. O capitão da seleção togolesa, Emmanuel Adebayor, que joga no time inglês Manchester City, disse que a imagem da África sofreu um grande golpe em um ano em que vai realizar a Copa do Mundo.
– Nós ficamos repetindo (...) que temos que mudar a nossa imagem se quisermos ser respeitados e, infelizmente, isto não está acontecendo –, afirmou Adebayor.
O primeiro adversário do Togo seria Gana, na próxima segunda-feira.
Sede da competição, Angola investiu milhões de dólares em novos estádios e reformas para receber os torcedores africanos.