Dois conhecidos exilados sírios, Jasem Alwan e Youssef Abdelki, voltaram à Síria depois de passar vinte e quarenta anos, respectivamente, no exílio, anunciou, nesta quarta-feira ,o advogado e ativista pró-direitos humanos, Anuar al Buni.
Ambos chegaram ontem a Damasco depois da anistia para os dissidentes que vivem no exterior declarada este mês pelo presidente sírio, Bachar al Assad, explicou o advogado.
Alwan, oficial do exército e artista, foi condenado à morte na Síria em 1963 acusado de planejar um golpe contra o governante partido Baath, que chegou ao poder poucos meses antes.
Um ano depois foi libertado graças à mediação do então presidente egípcio, Gamal Abdel Nasser, mas foi expulso aos Emirados Árabes Unidos, onde permaneceu até sua volta na terça-feira passada a Damasco.
Abdelki, escultor que residiu os últimos anos na França, foi membro da proibida Organização de Ação Comunista, e passou dois anos na prisão -entre 1978 e 1980- e estava há mais de 20 anos no exílio.
Os jornais oficiais sírios não publicaram hoje qualquer informação sobre esta notícia.
As legações diplomáticas sírias receberam a ordem, na semana passada, de entregar passaportes aos cidadãos que quisessem regressar ao país, incluindo os fugitivos políticos.
No mês passado, o governo de Damasco libertou 312 sírios curdos acusados de participação nos distúrbios de 2004, nos quais morreram várias pessoas.
Desde sua chegada ao poder, em julho de 2000, Bachar al Assad libertou centenas de prisioneiros políticos das prisões sírias.
Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026
Edições digital e impressa