Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Dois dos autores de atentados já estão identificados, diz promotor

Segunda, 03 de Novembro de 2003 às 18:13, por: CdB

O promotor Roberto Porto, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), afirmou nesta segunda-feira que duas pessoas que participaram da onda de atentados contra postos policiais em São Paulo já foram identificadas

- Essas duas pessoas já foram identificadas. Já temos prova da participação delas e elas serão responsabilizadas como autores do crime - disse o promotor.

O Ministério Público está convencido que o crime organizado está por trás da série de atentados contra postos policiais ocorrida entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira.

A Secretaria de Segurança Pública admitiu que sabia da possibilidade de ocorrer ataques, com base em informações da Secretaria de Administração Penitenciária. Foi reforçada a segurança de prédios públicos e delegacias, mas as bases comunitárias da Polícia Militar ficaram desguarnecidas.

Com os atentados, dois policiais militares foram mortos e seis ficaram feridos, além de dois guardas municipais. Os ataques abriram ainda uma polêmica em relação à segurança das bases comunitárias, pois a maioria não tem sequer vidros à prova de balas. Nos últimos dois meses, 12 bases comunitárias foram alvos de atentados.

O Disque-Denúncia já começou a receber informações sobre os atentados, pelo número 0800-156315.

O secretário de Segurança, Saulo de Castro Abreu Filho, admitiu que os atentados podem ter sido comandados de dentro da prisão e podem ser uma reação à ação da polícia, que tem prendido entre mil e 1.500 pessoas por mês.

Nesta segunda-feira, a polícia apresentou seis acusados de impor terror à favela Paraisópolis. Os crimes estavam sendo comandados de dentro do Cadeião de Pinheiros e o objetivo era implantar o tráfico na favela, com 50 homens trabalhando para os traficantes.

O plano de tornar a favela um grande ponto de venda de drogas foi frustrado porque os moradores se rebelaram e denunciaram à polícia. Os seis acusados presos no fim de semana vão responder por crime de formação de quadrilha e associação para o tráfico.

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