Rio de Janeiro, 01 de Fevereiro de 2026

Dois bombeiros desaparecem no incêndio da Nestlé

Dois bombeiros continuam desaparecidos entre os escombros do depósito da Nestlé, que queima há mais de 28 horas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. As chances de serem encontrados com vida, segundo a corporação, é miníma

Terça, 25 de Setembro de 2001 às 16:35, por: CdB

Após 28 horas do início do incêndio que destruiu mais da metade do depósito da Nestlé, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, dois bombeiros continuam desaparecidos. Para o comandante do Corpo de Bombeiros no Estado de São Paulo, coronel Vagner Ferrari, as chances de encontrá-los com vida são muito remotas. Até o início dessa tarde, alguns focos de fogo não tinham sido debelados, mas estavam restritos à área isolada pelos bombeiros. O trabalho dos bombeiros deve prosseguir durante todo o dia. Devido a grande quantidade de material combustível, há dificuldade na operação. Representantes do Sindicato de Alimentos do Estado de São Paulo e da Nestlé se reuniram na manhã desta terça-feira e decidiram transferir 208 operários para a unidade de Cordeirópolis, no interior do estado. Com o incêndio, eles corriam o risco de perder o emprego. No incêndio, mais da metade do galpão de 45 mil metros quadrados da Nestlé foi destruído, mas nenhuma das 300 pessoas que trabalhavam no prédio se feriu. O segundo tenente Carlos Alberto Teixeira, 43 anos, e o primeiro sargento Alail Alves Benício, 51, trabalhavam no combate às chamas e desapareceram quando parte da estrutura metálica do depósito desabou. Ambos são do 8º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Santo André, município vizinho a São Bernardo. No local, há três galpões da empresa, com quatro mil metros quadrados cada um. As áreas administrativa e de guarda de produtos refrigerados, como iogurtes e sorvetes, não foram danificadas.

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