Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Dois anos após triunfo com Taubaté, Paulo César dos Santos quer firmação

Terça, 19 de Julho de 2011 às 13:17, por: CdB

Vinicius Carrilho
Especial para o site da FPF

Mais um treinador da nova geração do futebol, Paulo César dos Santos começa a despontar na carreira e almeja uma continuidade no futebol paulista. Aos 45 anos, o técnico que é natural de Jaborandi, atualmente treina o Osasco FC, porém sua carreira começou dentro das quatro linhas.

Jogando como volante, Paulo César dos Santos começou sua carreira na Inter de Limeira, em 1982. Lá, fez parte do elenco campeão do Campeonato Paulista de 1986. No ano seguinte deixou a equipe do interior paulista e passou seis meses no Palmeiras. Após a rápida passagem pelo clube da capital, rodou por vários times do interior paulista e de Minas Gerais. Sua carreira nos gramados terminou em 1999, jogando no Sertãozinho.

Quando terminou sua carreira, Paulo César dos Santos já pensava em se tornar treinador, porém isso só aconteceu em 2001. Até então auxiliar de Juninho Fonseca, Paulo César assumiu o comando do Paraguaçuense. Depois disso passou pelo Garça, Dourados (MS), Cascavel (PR) e Independente de Limeira.

O ano de 2009 reservou sua maior conquista como treinador, até o momento. Dirigindo o Taubaté, o técnico conquistou o acesso para a Série A3 do Campeonato Paulista, terminando na segunda colocação de um dos grupos dos quadrangulares semifinais.

Depois do Taubaté, o treinador passou pelo Fernandópolis, até chegar ao Osasco FC, em 2011. Já pensando no futuro de sua carreira, Paulo César dos Santos planeja ter uma sequência no futebol paulista, que considera o melhor do país.

Com conhecimento em disputas de categorias inferiores, o técnico não esconde o desejo de que sua carreira siga o rumo por ele traçado e que assim consiga cada vez mais ir registrando seu nome na história do futebol.

FPF: Como foi o seu início de carreira dentro do futebol?
Paulo César dos Santos: Comecei jogando em 1982, na Inter de Limeira. Jogava como volante. Lá permaneci até 87 e fiz parte do elenco campeão paulista de 1986. Depois tive uma rápida passagem de seis meses no Palmeiras e então comecei a rodar por clubes do interior. Entre os clubes, destaco o Marilia, Independente, União Barbarense, Taubaté, Atlético Sorocaba, Matonense, Mirassol, Fernandópolis, São Bento, Democrata (MG), Caldense (MG)... Em 1999 encerrei a minha carreira jogando no Sertãozinho.

FPF: Para você, como foi fazer parte do elenco campeão paulista de 1986, logo no início da carreira?
Paulo César dos Santos: Foi uma experiência muito boa. Era uma equipe que tinha grandes jogadores e ter um contato precoce com eles foi importante. Além disso, trabalhei com alguns nomes importantes como o Pepe e Nelsinho Batista. Procurei absorver coisas boas de todos os técnicos e hoje, como treinador, procuro utilizar os ensinamentos.

FPF: Quais técnicos você listaria, além desses, que marcaram em sua carreira?
Paulo César dos Santos: Trabalhei com outros grandes treinadores, como o Rubens Minelli, Candinho, Lori Sandri, João Avelino... Mais no final de carreira trabalhei com o Benazzi, que estava começando, Luís Carlos Martins, Luís Carlos Ferreira, enfim, trabalhei com muita gente boa. Todos me ajudaram muito a evoluir e hoje me espelho neles. Claro que tenho meu jeito de trabalhar, mas alguma coisa tiro deles.

FPF: Como sua carreira de treinador começou?
Paulo César dos Santos: Em 2001, era auxiliar do Juninho Fonseca e então assumi o Paraguaçuense. Fui para o Garça, Ubiratan (MS), Cascavel (PR), Independente de Limeira, Taubaté, onde conquistei o acesso para a Série A3 em 2009, Fernandópolis e Osasco FC.

FPF: A conquista deste acesso no Taubaté foi, até o momento, seu maior feito como treinador?
Paulo César dos Santos: Como treinador foi sim. Como jogador venci sete vezes campeonatos estaduais nas mais diversas divisões. Todas essas conquistas tiveram sua importância.

FPF: Em todo esse seu período dentro do futebol, aconteceu alguma história curiosa que você possa contar?
Paulo César dos Santos: Aconteceu sim, inclusive estava contando ela esses dias. Certa vez estávamos na Inter de Limeira, em 1985, e saímos para fazer uma caminhada. O Candinho era o nosso treinador e também foi conosco. Estávamos em um canavial e resolvemos apertar o passo, deixando o Candinho para trás. Ele acabou se perdendo e só foi nos encontrar quase uma hora depois. Ele era um treinador muito querido por todos, ficou meio bravo na hora, mas depois levou na brincadeira.

FPF: Desde pequeno você já sonhava em trabalhar com futebol? Em algum momento pensou em seguir algum caminho sem ser o do esporte?
Paulo César dos Santos: Sempre quis trabalhar com o futebol. Na verdade, nunca me vi trabalhando com outra coisa.

FPF: E para o futuro de sua carreira, o que espera?
Paulo César dos Santos: Espero me firmar como treinador, principalmente aqui no futebol paulista. Quero ter uma sequência boa. Tenho pouco tempo de carreira, mas já adquiri alguma experiência em divisões de acesso. Espero que a minha carreira siga o planejado.

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