Rio de Janeiro, 26 de Abril de 2026

Doença de Sharon foi diagnosticada antes dos derrames e escondida do público

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, era portador de uma doença cerebral, diagnosticada antes do primeiro derrame, em 18 de dezembro, que o forçaria a deixar o cargo, mas o fato foi escondido do público para não agravar ainda mais o quadro de violência e instabilidade política da região. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira, por um dos integrantes da equipe médica responsável por cuidar da saúde do premier israelita. Sharon já havia sido diagnosticado com angiopatia amilóide cerebral (AAC) mas, segundo noticiou o diário Haaretz, a doença foi mantida em segredo por razões políticas. (Leia Mais)

Quinta, 12 de Janeiro de 2006 às 20:02, por: CdB

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, era portador de uma doença cerebral, diagnosticada antes do primeiro derrame, em 18 de dezembro, que o forçaria a deixar o cargo, mas o fato foi escondido do público para não agravar ainda mais o quadro de violência e instabilidade política da região. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira, por um dos integrantes da equipe médica responsável por cuidar da saúde do premier israelita. Sharon já havia sido diagnosticado com angiopatia amilóide cerebral (AAC) mas, segundo noticiou o diário Haaretz, a doença foi mantida em segredo por razões políticas.

A doença é caracterizada por depósitos da proteína amilóide nas paredes das artérias cerebrais, o que aumenta o risco de sangramento no cérebro. O médico da equipe que cuida do primeiro-ministro explicou que havia um medo de que, tornada pública, a informação poderia ser usada contra Sharon e seu partido Kadima, particularmente pelo fato de a AAC ser muitas vezes associada à doença de Alzheimer na literatura médica. A controvérsia cercando o tratamento do premier seguiu por muito tempo, com os médicos sendo bastante críticos ao fato de se ocultar o diagnóstico do AAC.

De acordo com a versão eletrônica do jornal Haaretz, Ein Karem, um executivo do Hospital Universitário de Hadassah - onde Sharon foi tratado em dezembro e novamente desde a quarta-feira da semana passada, quando teve o segundo derrame - admitiu esta semana que os médicos do hospital decidiram dar anti-coagulantes ao primeiro-ministro, apesar do diagnóstico de AAC.

Na quarta-feira, o médico Yair Birenbaum, disse a uma rádio israelense que a decisão tomada pelo hospital de dar remédios anti-coagulantes ao premier, apesar da doença vascular, não foi, em sua opinião, um erro de julgamento.

- A consulta sobre o primeiro-ministro foi feita por uma série de médicos de várias especialidades - disse Birenbaum, acrescentando que a doença vascular de Sharon era mais uma variável que deveria ser calculada dentro de um número de variáveis.

Uma tomografia computadorizada feita no primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, revelou nesta quinta-feira que o restante do sangue em seu cérebro foi absorvido e não há a necessidade de mais drenagem de fluidos, informou o hospital Hadassah.

"As batidas do coração do primeiro-ministro estão regulares e a temperatura do corpo está normal", diz o comunicado do hospital, onde Sharon se encontra em condição crítica mas estável, de acordo com a equipe médica.

Um porta-voz do hospital disse ainda que os médicos estão em um processo de infusão de uma intravenosa no braço do premier.

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