Uma operação conjunta das polícias Civil e Federal e do Ministério Público em uma casa no bairro Flamengo, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, nesta quinta-feira, apreendeu uma série de documentos contábeis da agência de publicidade DNA,que tem como um dos sócios Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do mensalão.
A operação era para cumprir mandado de prisão por homicídio contra o carcereiro aposentado da Polícia Civil Marco Túlio Prata, suspeito também de tráfico de armas. Os policiais, que tinham ainda um mandado de busca para apreensão de armas, encontraram dentro da casa granadas, grande quantidade de munição, explosivos e armas de uso exclusivo das Forças Armadas.
No quintal da casa, havia dois tonéis com documentos parcialmente queimados, que tinham o timbre da empresa DNA. Outras dez caixas com documentos da empresa, entre eles centenas de notas fiscais, foram encontradas durante a operação. Todo o material foi lacrado para perícia. Segundo os policiais, Marco Aurélio Prata, irmão do carcereiro, é um dos donos da empresa Prata Contabilidade, que presta serviços à DNA.
Marco Túlio Prata e o filho dele, Vinicius Prata Neto, foram presos e levados para a Corregedoria da Polícia Civil. Segundo os policiais, os dois estavam armados e resistiram à prisão, mas acabaram se entregando.
A CPI dos Correios aprovou a ida da senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) e dos deputados Eduardo Paes (PSDB-RJ) e Onix Lorenzoni (PFL-RS) a Belo Horizonte para acompanhar a investigação.