Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

Documento traz garantia de crescimento

Quarta, 16 de Março de 2011 às 09:35, por: CdB

"Economia Brasileira em Perspectiva", o documento divulgado neste início de semana pelo Ministério da Fazenda (MF) confirma, felizmente, as previsões feitas no começo do ano para o crescimento da economia e o controle da inflação. Confirma, claro, as projeções do governo, porque se fossemos considerar as do mercado, sai de baixo, são de um pessimismo atroz.

Apesar do mercado financeiro ter elevado, desde janeiro, suas previsões para a inflação - com base no Índice de Preços do Consumidor Ampliado (IPCA) - e baixado as do crescimento do PIB, o Ministério mantém o otimismo, o que é um excelente sinal.

Explico: de acordo com o documento, nosso PIB deve avançar 5% neste ano. E, por ele, a expectativa do governo é de que a economia cresça 5,5% em 2012 e 6,5% em 2013 e 2014, perfazendo uma taxa média de 5,9% em todo o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Já sobre a inflação medida pelo IPCA, a estimativa oficial foi mantida em 5% para este ano - idêntica à feita em janeiro.

Melhor, ainda, com expansão do emprego


"Após forte elevação no último trimestre de 2010, e janeiro e fevereiro de 2011, o IPCA caminha para desaceleração em março e abril, em função da redução dos preços de vários alimentos e do término do efeito das tarifas de ônibus e das mensalidades escolares. Permanece alguma pressão no setor de serviços, mas que deverá reagir à desaceleração da economia e à redução dos gastos do governo", avalia o documento.

A tarifa de ônibus mencionada, vocês sabem de quem é, né? É a decretada para a Capital paulista desde 1º de janeiro deste ano pelo seu prefeito, Gilberto Kassab (ainda DEM-PSDB). O documento também informa que neste 2011, "a nova política econômica implantada a partir de 2003 vai continuar ajustada à realidade do país". E garante que os desafios para assegurarmos um crescimento sustentável serão enfrentados.

"A forte expansão do emprego dos últimos anos - acentua o documento do MF - absorveu boa parte da mão-de-obra disponível, levando-nos a uma situação próxima ao pleno emprego. Nessas circunstâncias, será implementado forte programa de qualificação profissional, que, em conjunto com a política educacional, procurará elevar rapidamente a oferta de mão-de-obra qualificada".

Tratam-se de dados otimistas, mas possíveis de serem conquistados, sim! Eles são o mais forte indício de que o governo vai manter uma política de investimentos para garantir esse crescimento, e também perseguir uma meta de inflação compatível com esse objetivo de 5%.

 

Foto: Ministério da Fazenda.

 

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