Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 2026

Documentário brasileiro marca presença em festival na Venezuela

Um documentário brasileiro que mostra a cultura indígena de um povo quase extinto, marca presença no III Festival Internacional de Documentários, na Venezuela, entre 24 e 31 de maio. O documentário 500 Almas, produzido pela Mixer e dirigido por Joel Pizzini, estréia em junho nos cinemas brasileiros. A obra foi um delicado processo de reconstrução da memória e da identidade dos índios Guatós, atualmente dispersos pela região pantaneira. Um filme etnopoético, construído com o uso de elementos reconhecidos por esta cultura: a água e a língua Guató. (Leia Mais)

Terça, 22 de Maio de 2007 às 12:59, por: CdB

Um documentário brasileiro que mostra a cultura indígena de um povo quase extinto, marca presença no III Festival Internacional de Documentários, na Venezuela, entre 24 e 31 de maio. O documentário 500 Almas, produzido pela Mixer e dirigido por Joel Pizzini, estréia em junho nos cinemas brasileiros. A obra foi um delicado processo de reconstrução da memória e da identidade dos índios Guatós, atualmente dispersos pela região pantaneira. Um filme etnopoético, construído com o uso de elementos reconhecidos por esta cultura: a água e a língua Guató.

O longa-metragem foi filmado em localidades como a ilha Insua, no Pantanal, Cáceres, Poconé, Corumbá, Rio de Janeiro, Recife e Berlim, na Alemanha. Os índios Guató, que vivem dispersos pela região pantaneira, são os personagens desse documentário. A presença e a ausência de memória na cultura da tribo são usadas para resgatar a identidade dessa população, considerada quase extinta.

Este ano, 500 Almas foi convidado para participar do 9th annual One World International Human Rights Documentary Film Festival, em Praga. Em 2006 500 Almas foi convidado especial para a exibição no MOMA em Nova Iorque, ganhou o prêmio de melhor Documentário Latino-Americano pelo Sindicato de La Industria Cinematográficos de la Argentina durante o Festival de Mar Del Plata 2006, recebeu a menção especial do Júri pela Red Cine de Derechos Humanos durante o Festival de Mar Del Plata. Em 2005 foi premiado como o melhor documentário no Festival do Rio.

O Festival

O evento, organizado pela Amazônia Filmes, prestigia os melhores documentários venezuelanos e internacionais; produzidos por profissionais, estudantes, instituições, transmissores de TV e produtoras.  A obra estréia em junho nos cinemas brasileiros com distribuição da Riofilme.

A cidade escolhida como sede para o festival e Caracas, porém a maratona de filmes será exibida em salas de cinema de todo o país, bem como em  diversos espaços abertos.

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