O mistério foi elucidado, mas a notícia não era a esperada por Conceição Ramires da Costa, mãe de Carlos Ramires da Costa, seqüestrado em 1973 no Rio. Um exame de DNA, divulgado nesta quinta-feira, revelou que Carlos Alberto de Souza, de 38 anos, morador de Bauru, não é Carlinhos.
Os envelopes com os exames realizados pelos laboratórios da Universidade do Estado de Rio de Janeiro e da Genealógica foram abertos na Delegacia de Homicídios, na presença de Conceição Ramires da Costa, 66 anos, mãe de Carlinhos.
Apesar de decepcionada com o resultado, ela disse que vai continuar procurando pelo filho. "Fico triste, mas não perderei a esperança. Carlinhos vai aparecer", afirmou.
O seqüestro
Carlos Ramires da Costa, o Carlinhos, foi levado por um homem de dentro da casa dos pais, na zona sul do Rio. O caso voltou a ser investigado há 14 meses, depois que a FIA (Fundação para a Infância e Adolescência) recebeu uma carta anônima.
Por não se lembrar de nenhum fato de sua infância e ter algumas marcas semelhantes às de Carlinhos, como uma verruga no rosto e uma cicatriz embaixo de um joelho, Souza fez o exame voluntariamente. Ele mora em Bauru (343 km de São Paulo).