Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

DNA confirma Adriano como responsável por mais um crime no RS

Terça, 13 de Janeiro de 2004 às 01:57, por: CdB

Dois resultados de DNA confirmaram a participação do paranaense Adriano da Silva, 25 anos, em crimes que chocaram a população do norte do Rio Grande do sul. Além do menino Volnei Siqueira dos Santos, 12 anos, a Secretaria da Justiça e da Segurança (SJS) divulgou o resultado das amostras coletadas do corpo do vendedor de picolés Daniel Bernardi Lourenço, de 13 anos - ambos vítimas de abuso sexual.

Conforme o material periciado, Daniel também teria sido vítima do andarilho vindo do Paraná. Entretanto, continua a dúvida sobre a veracidade do depoimento do suspeito, no qual foi reivindicada a autoria de outros dez crimes.

Com a revelação do Instituto Geral de Perícias (IGP), resta uma dúvida sobre a morte de Volnei, que até pouco tempo era considerada esclarecida pela polícia: por que sete adolescentes confessaram o crime? Os jovens presos por 62 dias chegaram a ser denunciados pelo Ministério Público, mas foram libertados ao declararem na Justiça terem sido vítimas de tortura para assumirem a morte do garoto.

Além de Adriano da Silva, outras 12 pessoas já haviam sido submetidas à exame de DNA, porém todos apresentaram resultado negativo. Ainda será investigada a possibilidade da participação de outras pessoas no homicídio.

Na primeira etapa de reconstituições realizadas em Passo Fundo, Adriano da Silva indicou o local exato onde foi encontrada a ossada do menino Alessandro Silveira, 13 anos, em 20 de setembro. O trabalho de reprodução simulada dos crimes na cidade iniciou às 11h.
 
Conforme detalhou o suspeito, ele teria encontrado o menino na Praça Tamandaré, em frente ao Hospital São Vicente de Paulo, e seguido pela Vila Annes até o bairro Petrópolis. Os dois pegaram um caminho de chão batido em meio a um grande terreno baldio, ao lado da via férrea. Os relatos correspondem aos dados colhidos pelos peritos.

O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), João Paulo Martins, declarou que, tendo como base a primeira reprodução simulada, os indícios que incriminam o paranaense são fortes, devido ao fato do suspeito ter apontado o local com precisão. Entretanto, Martins destacou que isto não é suficiente. O delegado lembrou que o corpo levou seis meses para ser localizado e não havia suspeito do crime.

Além de informar como teria matado Alessandro, o suspeito relatou pela tarde como tirou a vida de Luciano Rodrigues, de nove anos. Os depoimentos foram realizados em dois momentos, pela manhã e outro à tarde, na Delegacia Regional do município. Após os interrogatórios, no final da tarde, Adriano encenou como pôs cabo à vida do garoto Luciano. Essa foi uma das reconstituições mais longas, durando duas horas e meia.

Por volta da 22h45min, a polícia terminou a simulação da morte de Leonardo Dornelles dos Santos, oito anos, a terceira do dia. Ele desapareceu em 31 de outubro, sua ossada foi achada em 17 de dezembro. O então foragido Adriano da Silva foi visto com o menino no dia que ele sumiu. O avô da vítima o teria detido e levado até a delegacia da cidade, mas o condenado foi liberado.

Nesta terça-feira, outras três reconstituições devem ser realizadas em Passo Fundo.

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