Rio de Janeiro, 15 de Abril de 2026

Divisão interna do PMDB tende a se acirrar nos próximos dias

A divisão interna do PMDB está longe de um desfecho. O ex-governador do Estado do Rio, Anthony Garotinho, vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, do resultado que, por 351 votos a 303, decidiu neste sábado que a legenda não terá candidato próprio a presidente da República. (Leia Mais)

Domingo, 14 de Maio de 2006 às 12:13, por: CdB

A divisão interna do PMDB está longe de um desfecho. O ex-governador do Estado do Rio, Anthony Garotinho, vai recorrer nesta segunda-feira, ao Tribunal Superior Eleitoral, do resultado que, por 351 votos a 303 na convenção extraordinária do partido, decidiu neste sábado que a legenda não terá candidato próprio a presidente da República. Garotinho acredita que a medida precisa ser confirmada em outra convenção, dia 11 de junho, segundo o presidente do partido, deputado Michel Temer (SP).

Ao final da convenção, em um lance que surpreendeu os correligionários, Garotinho abriu mão de sua candidatura e lançou para a Presidência o senador Pedro Simon (RS), líder de um dos grupos que votaram a favor da candidatura própria. Além dos grupos de Garotinho e Simon, também votaram pela candidatura própria os convencionais ligados ao ex-governador Orestes Quércia (SP), que defendia a candidatura do ex-presidente Itamar Franco.

- Acho prudente aguardar a convenção do dia 11 de junho, prevista pela legislação eleitoral, para saber se o partido não terá mesmo candidato, até porque foi uma votação apertada. A atual convenção transformou-se numa simples consulta às bases do partido, porque seus resultados foram suspensos por decisão judicial - disse Michel Temer a jornalistas, referindo-se à decisão provisória do juiz da 13 Vara Cível do Distrito Federal, a pedido do grupo de Garotinho.

Ainda que reconheçam que a vantagem de 48 votos, bem menos de 10% do total, foi menor do que esperavam, dirigentes contrários à candidatura própria cantaram vitória. Eles defendem que o partido não concorra ao Planalto para ter liberdade de formar alianças com qualquer partido nas eleições estaduais.

- Os dirigentes estaduais do PMDB nos Estados estão livres para fechar as alianças que forem melhores para o partido, porque não teremos candidato a presidente nem vamos fazer coligação nacional - disse o senador Romero Jucá (RR), ex-ministro e candidato a governador de Roraima.

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