A inadimplência entre as pessoas físicas cresceu 15,3% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado, segundo levantamento realizado pela Serasa, em todo o país, divulgado nesta quarta-feira. Em junho, entretanto, houve queda de 12,8% na comparação com maio, mês em que foi registrada alta de 13,1% sobre abril. Em relação a igual mês do ano passado, o indicador apontou alta de 9%.
Considerando somente o mês de junho, as dívidas com cartões de crédito e financeiras ultrapassaram os cheques sem fundos na representatividade da inadimplência dos consumidores e registraram o maior peso no indicador, com participação de 32,8%. O segundo maior índice na representatividade da inadimplência de pessoa física no mês foi o dos cheques sem fundos, que tiveram participação de 32,4%.
Os técnicos da Serasa destacam que a inadimplência, apesar do aumento no semestre, ainda está sendo atenuada pela "recuperação do nível de atividade doméstico, da renda do trabalhador e pela melhoria no mercado de trabalho formal frente à elevação consistente do crédito". Na avaliação dos técnicos da Serasa, os indicadores de inadimplência serão influenciados favoravelmente com a prática do cadastro positivo sobre o crédito.
"Essa nova metodologia possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos tomadores de crédito, o que significará maior segurança nessas transações e, portanto, redução de custos e ampliação de recursos e abrangência, tanto para pessoa física quanto para jurídica".