A dívida do setor público chegou a R$ 1,091 trilhão em janeiro, o que corresponde a 36,6% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Em relação a dezembro, houve um aumento de 0,8 ponto percentual, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, pelo Banco Central. Segundo o BC, o aumento é devido aos juros, ajustes por conta do aumento do câmbio e na paridade da cesta de moedas que integram a dívida externa líquida. Quanto menor a relação entre dívida líquida do setor público e PIB, maior a confiança dos investidores de que o país honrará os seus compromissos.
Ainda segundo o BC, o setor público consolidado, formado pela União, Estados e municípios, registrou superávit primário (economia feita para honrar compromissos de dívidas, inclusive juros) de R$ 5,188 bilhões em janeiro. Esse valor corresponde a 2,14% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O governo central (governo federal, BC e INSS) contribuiu com R$ 4,796 bilhões para esse resultado. Os Estados economizaram R$ 2,844 bilhões. Municípios e empresas estatais federais não contribuíram. Os municípios tiveram déficit primário de R$ 480 milhões e as empresas federais de R$ 2,295 bilhões. As empresas estatatais estaduais registraram superávit primário de R$ 323 milhões.
Mas a economia feita pelo setor público não foi suficiente para superar as despesas com juros, que chegaram a R$ 14,438 bilhões em janeiro. Com isso, foi registrado um déficit nominal de R$ 9,250 bilhões. Os dados do Banco Central, divulgados na Nota de Política Fiscal, permitem avaliar o endividamento do setor público e as condições de pagamento da dívida pública.