Em títulos públicos, a dívida do governo teve uma escalada de R$ 169,4 bilhões ao longo de 2005, passando de R$ 810,26 bilhões no início do ano para R$ 979,66 bilhões ao final de dezembro. A maior parte desse crescimento de 20%, segundo estudo do Banco Central, é resultado do impacto que os juros têm sobre o estoque da dívida. Mais da metade do estoque da dívida é remunerada pela taxa Selic, que encerrou o ano em 18% ao ano. Semana passada caiu para 17,25% ao ano.
De acordo com nota divulgada pelo Tesouro Nacional e do Banco Central, a dívida ficou dentro dos parâmetros estabelecidos pelo PAF (Plano Anual de Financiamento) de 2005. A dívida pós-fixada, que tem os títulos atrelados a Selic, encerrou o ano em 51,77% do total dos débitos. Já a parcela da dívida prefixada terminou 2005 em 27,86%. O esperado era que ficasse entre 20% e 30%. Para o governo, quando maior a participação desses títulos, melhor, já que se sabe antes o quanto se vai pagar por eles.
O total ficou em 15,53%, que permitia que essa parcela ficasse entre 15% e 20%, em relação à dívida indexada a índices de preços. O prazo médio das emissões passou de 24,8 meses em novembro para 33,3 meses em dezembro. Esse aumento, segundo a nota, deve-se ao aumento da participação dos títulos indexados a índices de preços, que têm prazo mais longo.
Já a parcela da dívida que vence no curto prazo, em até 12 meses, passou de 42,6% para 41,6%.