Vocês viram os índices de reajuste da tarifa de energia elétrica pleiteados por um grande número de distribuidoras no país? Todos muito acima do índice da inflação dos últimos 12 meses. Em alguns casos, tem distribuidora pleiteando praticamente o dobro e até o triplo da inflação.
A Agência Nacional de Energia Elétrica já respondeu que 10 das 46 distribuidoras do país terão suas tarifas atualizadas neste mês de abril, por conta do calendário de reajustes anuais. Relaciono abaixo, para vocês prepararem o bolso, as distribuidoras que serão autorizadas a reajustar a tarifa de energia e os índices por elas pleiteados.
A CPFL Paulista (que atende 234 municípios situados nas regiões de Campinas, Ribeirão Preto, Bauru e São José do Rio Preto), 6,71%; CEMIG (MG) 8,8%: CEMAT (MT), 13,18%; Enersul (região Sul), 17,56%; as gaúchas AES Sul, 13,37% e Usina Hidroélétrica Nova Palma, 8,22%; COELBA (BA), 11,96; COSEM (RN), 11,6%; Energisa Sergipe, 12,5%; CELPE (PE) - o pleito da distribuidora ainda não está disponível no site da Aneel.
É inadmissível que a ANEEL autorize esse aumentos e não fiscalize as distribuidoras, particularmente as de São Paulo, Estado (e Capital) desde o ano passado às voltas com apagões inexplicados e pouco cobrados às distribuidoras locais pela mídia já que a maior parte da responsabilidade pela área de energia em São Paulo é do governo tucano paulista.
Já esqueceram estes apagões? Quais foram as causas? Que medidas foram tomadas? As empresas foram multadas e punidas? Apresentaram seus planos de investimentos tanto os previstos, de rotina, quanto para evitar novos apagões? Como ficamos nós, os consumidores e usuários?
Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026
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