Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Distância dos vôos de Congonhas foi ampliada para não prejudicar turismo baiano

Sexta, 09 de Novembro de 2007 às 19:30, por: CdB

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, explicou na tarde desta sexta-feira, no Rio de Janeiro, que a principal razão para o aumento temporário da distância máxima a ser percorrida pelos aviões que iniciam ou encerram os vôos no Aeroporto de Congonhas, Zona Sul de São Paulo, é reduzir o impacto negativo para o turismo na Bahia durante as férias de verão.

— Determinei à Secretaria de Aviação Civil e à Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] que buscassem uma solução para ampliar o leque de vôos em Congonhas —, afirmou. Jobim anunciou ainda ter conversado com os presidentes das empresas aéreas TAM e Gol para que a malha aérea específica para o período de férias seja capaz de recuperar o setor turístico baiano.

A medida anunciada na quinta-feira eleva para 1,5 mil quilômetros o raio de vôos a partir de Congonhas de 1º de dezembro até 15 de março de 2008. A mudança dá flexibilidade a resolução anterior do próprio Conac, que, no início de outubro, havia restringido a mil quilômetros a distância máxima dos vôos que usam o aeroporto paulistano. O objetivo era evitar escalas e conexões em Congonhas, reduzindo a quantidade de vôos e de usuários no local, que operava além de sua capacidade.

Segundo o Ministério da Defesa, com o aumento na distância dos vôos, o número de aeroportos e campos de pouso que podem operar vôos em Congonhas subiu de 88 para 110. O número de estados alcançados pelas rotas aumentou de 11 para 13. Escalas e conexões continuam proibidas.

Além de ouvir apelos do governador baiano, Jaques Wagner (PT), e de parlamentares do estado, Jobim afirmou ter verificado pessoalmente as conseqüências da restrição de vôos.

— [Na última semana] Vistoriei os aeroportos de Ilhéus, de Porto Seguro e de Salvador e constatei a redução absoluta dos vôos —, disse.

Segundo Jobim, a restrição causou um grave problema local já que, devido à dificuldade de acesso dos turistas, o nível de ocupação em hotéis caiu para apenas 30%, o que gerou demissão de funcionários.

De acordo com a Secretaria de Turismo da Bahia, o estado havia perdido 28 vôos que partiam de Congonhas para Salvador, Porto Seguro e Ilhéus. Ainda conforme o órgão, Jaques Wagner enviou a Jobim, no mês passado, uma carta pedindo o fim da medida.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), Carlos Alberto Amorim Ferreira, confirmou que houve uma queda muito grande no número de turistas que viajaram a Bahia no último mês. Ele, no entanto, alega que o problema não deve ser atribuído apenas à restrição da distância dos vôos

— Não foi só esse fato, mas uma série de fatores, como a dúvida sobre se haveria ou não vôos e sobre quanto tempo seria preciso esperar [nos aeroportos]. Todo esse caos afetou muito [a decisão das pessoas sobre viajar]. Quem é que vai pagar para se aborrecer? —, questionou Ferreira.

— Para que os turistas voltem a viajar de avião, é fundamental que haja tranqüilidade e segurança nos aeroportos —, concluiu.

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