Disputa na área de tecnologia das comunicações se acentua neste fim de ano
A fabricante de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei Technologies Co Ltd espera que a receita com a rede móvel 4G dobre em 2014 sobre o resultado deste ano, chegando a US$ 4 bilhões, disse um alto executivo da companhia nesta sexta-feira.
A fabricante de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei Technologies Co Ltd espera que a receita com a rede móvel 4G dobre em 2014 sobre o resultado deste ano
A fabricante de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei Technologies Co Ltd espera que a receita com a rede móvel 4G dobre em 2014 sobre o resultado deste ano, chegando a US$ 4 bilhões, disse um alto executivo da companhia nesta sexta-feira. A empresa também espera que a receita global do mercado wireless chegue a US$ 12,9 bilhões no ano que vem, acima de US$ 11,7 bilhões neste ano, afirmou David Wang, presidente da Huawei Wireless Network, a jornalistas em Xangai.
No início deste mês, o governo da China concedeu licenças de 4G para três operadoras de telecomunicações do país: China Mobile, China Unicom Hong Kong e China Telecom Corp. O aval deve beneficiar as fabricantes de equipamentos de telecomunicações, incluindo a Huawei e a ZTE Corp.
Prejuízos e lucros
Já a fabricante de smartphones BlackBerry divulgou enormes prejuízos trimestrais nesta sexta-feira devido a uma baixa contábil em estoques e encargos decorrentes da depreciação de ativos, levando suas ações a uma forte queda. Nas negociações pré-mercado nesta manhã, os papéis da companhia operavam em baixa de 6,2%, a US$ 5,86 cada.
A empresa, que abandonou uma tentativa de vender suas operações no mês passado, divulgou prejuízo líquido de US$ 4,4 bilhões, ou de US$ 8,37 por ação, no terceiro trimestre encerrado em 30 de novembro, ante lucro líquido de US$ 9 milhões, ou US$ 0,02 por papel, um ano antes. Excluindo itens não recorrentes, a empresa divulgou prejuízo de US$ 354 milhões, ou perda de US$ 0,67 por ação.
A receita caiu para US$ 1,19 bilhão, ante US$ 2,73 bilhões, com uma maior incerteza sobre o futuro da companhia acarretando deterioração nas vendas. A empresa disse que acertou uma parceria de cinco anos com a Foxconn para desenvolver e fabricar um celular para a Indonésia e também para outros mercados em rápida expansão.
Ainda nesta manhã, o presidente da Foxconn, cuja unidade principal Hon Hai Precision fabrica o iPhone 5S, está confiante de que a receita do grupo subirá 15% e que o investimento nos Estados Unidos terá um aumento de 10 vezes no ano que vem, de acordo com notícias na mídia nesta sexta-feira. Terry Gou disse que 2014 será um ano de crescimento acelerado para a fornecedora da Apple, relatou o Commercial Times.
Ele disse que a Hon Hai realocará a fabricação de TVs de tela plana de 60 e 70 polegadas do México para os Estados Unidos, uma jogada que pode aumentar dramaticamente os investimentos da companhia nos EUA dos atuais 40 milhões de dólares, de acordo com matérias do Commercial Times e do Economic Daily. Representantes da Hon Hai não estavam imediatamente disponíveis para comentar.
Na justiça
Se a ponta das telecomunicações, na indústria, disputa espaço, na transmissão de dados para os aparelhos produzidos a briga é ainda maior. A Telefónica disse, em nota divulgada na noite desta quinta-feira, não ter acordo com o BlackRock, grupo financeiro e maior administrador mundial de fundos, sobre a Telecom Italia, enquanto tenta dissipar preocupações de que estaria manobrando nos bastidores antes de uma votação de acionistas sobre o controle do grupo de telefonia italiano.
Os acionistas da Telecom Italia confirmaram uma reunião, nesta sexta-feira, para decidir se derrubam o conselho, numa tentativa dos investidores dissidentes de enfraquecer a influência crescente da Telefónica. O resultado da votação é incerto. O BlackRock emergiu como segundo maior investidor da Telecom Italia nesta semana, com fatia de cerca de 10%, com um papel potencialmente crucial na votação da Telecom Italia. O regulador do mercado italiano Consob questionou as informações sobre a participação do gestor norte-americano e está tentando descobrir se o fundo dos EUA agiu de forma independente ou se tinha acordo com outras partes, incluindo a Telefónica.
"A Telefónica não tem acordo com a BlackRock em relação à Telecom Italia", disse a Telefónica. Em comunicado ao regulador do mercado espanhol, a Telefónica também disse que não tinha comprado nem planejava comprar quaisquer ações com direito de voto na Telecom Italia. Pelo acordo de acionistas, a Telefónica está impedida de aumentar sua fatia indireta de quase 15% na Telecom Italia a não ser que outro acionista controle mais de 10% do capital da empresa italiana.
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