A rivalidade entre Flamengo e Vasco ficou ainda mais acirrada com a decisão da diretoria rubro-negra de não dividir a arrecadação do clássico entre os dois times, sábado, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Para o presidente cruzmaltino, Eurico Miranda, a medida foi um acinte contra uma relação que há algum tempo estava sendo amistosa.
"Eu estou muito irritado com a atitude do Flamengo de não aceitar dividir a renda com o Vasco. E pior, eu fiquei sabendo que eles, sem nos consultar, já pediram a confecção dos ingressos, inclusive com apenas o escudo deles no bilhete. Se é assim, o jogo da volta, dia 24 de outubro será em São Januário, e eu pergunto aos torcedores do Vasco se eles se sentirão bem em dar dinheiro para nossa maior rival e ainda colocar a mão num ingresso sem a cruz de malta. É uma pena que nossa relação tenha que voltar a ser como era antigamente", esbravejou Eurico Miranda.
Já o vice-presidente geral do Flamengo, Artur Rocha, explicou que o clube já havia acordado com Vasco, Fluminense e Botafogo desde o início do Brasileiro, porque passou a trabalhar com o sistema de venda de carnês.
"Como vendemos carnês para nossos torcedores, não poderíamos mais continuar a dividir a renda dos clássicos. Isso foi explicado há algum tempo, e o presidente do Vasco não tem motivos para ficar tão irritado. Até porque, se ele quiser que o jogo do dia 24 seja em São Januário, não há problema algum para nós. Só é preciso ver se a CBF concorda", disse.
Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026
Edições digital e impressa