Dos 46 deputados da bancada do Rio na Câmara Federal, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) foi o único que compareceu, esta semana, à sede da Associação Brasileira de Imprensa, em apoio ao ato promovido pelo Comitê Pró-TV Pública do Rio de Janeiro, em defesa de que o Rio, por meio da TV Educativa, seja a sede da nova rede de radiodifusão a ser criada pelo Governo Federal.
No encontro, Marcelo Itagiba defendeu a posição apresentada pelos jornalistas pela primazia do Rio e lembrou aos presentes que “toda TV no Brasil é pública, mas algumas são exploradas de maneira privada”. Na opinião do parlamentar, “o país precisa de uma televisão cidadã, com total independência do Governo Federal, capaz de expressar o sentimento do povo brasileiro e garantir na mídia a liberdade intelectual para aqueles que produzem notícias e cultura”.
Segundo Itagiba, foi muito acertada a escolha da sede da Associação Brasileira de Imprensa, “uma entidade que sempre esteve na vanguarda da liberdade de expressão”, para a realização do ato.
O Comitê Pró-TV Pública do Rio de Janeiro tem o apoio da ABI, OAB-RJ, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), Sindicato dos Radialistas, Sindicato das Empresas de Informática do Estado (Seprojr), Riosoft, Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Criar Brasil e Viva Rio.
A mesa que dirigiu a reunião foi composta por Miguel Walter Costa, presidente do Sindicato dos Radialistas; Wadih Damous, presidente da OAB-RJ; Neise Marçal, chefe de Reportagem da TV Educativa; Aziz Filho, presidente do SJPMRJ; Benito Paret, presidente do Seprojr; e John Forman, presidente da Riosoft.
Aziz Filho disse que o principal objetivo do Comitê e do Sindicato é lutar para que a TV Pública não se transforme em uma emissora chapa-branca. O jornalista ressaltou que o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, disse que a palavra final cabe ao Presidente da República. Segundo Aziz, o Ministro prometeu encaminhar a Lula as propostas do Comitê e conseguir com ele uma “conferência auricular” para debater o assunto.