O conflito que originou a exclusão de dois jogadores da seleção mexicana da Copa das Confederações foi por causa da premiação que seria paga aos atletas por sua participação no torneio, disse o técnico dos jogadores no clube Cruz Azul.
Na quarta-feira, o técnico da seleção mexicana, o argentino Ricardo La Volpe, afirmou que Aarón Galindo e Salvador Carmona, zagueiros do Cruz Azul, foram expulsos da delegação por indisciplina, negando as alegações de doping.
- O que eles me disseram é que foi um problema financeiro, não concordaram com uma parte dos jogadores, se mantiveram firmes e por isso foram separados - disse Ruben Romano, citado nesta quinta-feira pelo jornal esportivo Récord.
- Dois ou três jogadores mudaram de lado, mas eles seguiram com a mesma idéia, foi uma decisão dos jogadores - acrescentou Romano.
Sem uma explicação clara para as expulsões, circulou todo tipo de rumores no México desde terça-feira, quando foi divulgado o corte de Galindo e Carmona.
- Viemos aqui para trabalhar e jogar futebol. Mas há um código disciplinar severo. Se os jogadores quebram as regras, serão castigados - teria dito La Volpe.
Galindo, de 23 anos, participou dos jogos contra Japão e Brasil, assim como Carmona, de 29 anos, que também disputou as duas últimas Copas do Mundo pela seleção mexicana.
Na quarta-feira, o México empatou com a Grécia por 0 x 0 e ficou com a liderança do Grupo B, marcando confronto com a Argentina na semifinal do torneio, em Hanover.
Galindo e Carmona chegaram quarta-feira a Ixtapa, cidade turística na costa do Pacífico e local de treinamento do Cruz Azul, e disseram aos jornalistas que não comentariam o assunto.
- Não vamos dizer o que aconteceu, é uma questão de honra, decidimos por não falar nada - afirmou Galindo.