Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

Discurso de Palocci agrada a petistas e tucanos

Domingo, 21 de Agosto de 2005 às 19:34, por: CdB

Após retornar de São Bernardo do Campo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à Residência Oficial do Torto para uma reunião com os ministros de Relações Institucionais, Jaques Wagner; da Fazenda, Antônio Palocci; da Casa Civil, Dilma Rousseff; da Integração Nacional, Ciro Gomes; e da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci. O encontro visa avaliar os rumos da crise política em curso e as repercussões da entrevista coletiva do ministro Palocci.

Na entrevista, Palocci esclareceu denúncias feitas por seu ex-assessor Rogério Buratti e negou veementemente a informação de que receberia R$ 50 mil por mês da empresa Leão & Leão durante sua gestão como prefeito de Ribeirão Preto. O ministro também se colocou à disposição do Ministério Público para as investigações.

Convincente

O pronunciamento de Palocci foi bem recebido tanto por aliados quanto por oposicionistas. Em Brasília, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, elogiou a atitude do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, de conceder uma entrevista coletiva rapidamente, e rebater as acusações. Ele cobrou atitude semelhante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- O ministro Palocci teve uma atitude correta, que deveria servir de exemplo para o presidente Lula. Ele foi claro e falou diretamente aos brasileiros, desmentindo com veemência as acusações - afirmou Busato.

O min Justiça, Márcio Thomaz Bastos, também elogiou "a clareza, a contundência e a desenvoltura" do ministro da Fazenda.

- As explicações de Palocci são convincentes e deverão ajudar a acalmar o mercado financeiro e o ambiente político. Foi um pronunciamento de estadista - disse.

Oposição gostou

Líderes tucanos elogiaram a forma como o Palocci, na entrevista coletiva, repudiou as denúncias do ex-assessor Rogério Buratti. Tanto o atual presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, quanto o ex-presidente do partido José Aníbal concordaram que o pronunciamento foi firme e correto. Segundo afirmou, Palocci fez o que todos os acusados deveriam fazer.

- Agora, cabe à investigação provar o que realmente é verdade ou não - observou Anibal.

Azeredo, por sua vez, destacou o fato de ele ter reafirmado a solidez da economia, independentemente de quem estiver à frente da política econômica.

- É claro que a presença dele à frente do Ministério da Fazenda ajudará na continuidade da política econômica, embora esta seja muito conservadora - ponderou o presidente do PSDB.

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