Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Discurso de Lula, em Roma, defende o etanol

No discurso de abertura da Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, onde desembarcou neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma defesa do etanol e dos biocombustíveis. Ministro da Comunicação Social: Lula defende geração de empregos

Sábado, 31 de Maio de 2008 às 09:14, por: CdB

No discurso de abertura da Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, onde desembarcou neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma defesa do etanol e dos biocombustíveis.

- O presidente vai defender o etanol como uma saída importante para o mundo do ponto de vista de deter mudanças climáticas, diminuir o aquecimento global, dar cumprimento às metas do Protocolo de Quioto. O etanol é um combustível limpo, que seqüestra carbono no crescimento da cana-de-açúcar e depois, quando é consumido, não produz CO2 - disse o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins.

No discurso, Lula vai ainda reiterar a disposição brasileira de transferir a tecnologia de produção do etanol para alguns países da América do Sul, da África e do Caribe.

- Ele (Lula) vai defender isso tudo como uma possibilidade de geração de renda, de emprego para os países que possuem terra, sol e água para produzir cana e etanol - comentou.

A responsabilidade pela alta no preço dos alimentos tem sido atribuída a dois fatores: o aumento no preço do petróleo nos últimos anos e os subsídios agrícolas da Europa e dos Estados Unidos.

- O combate ao protecionismo e à inflação de alimentos advinda do petróleo são as grandes questões que têm de ser colocadas - comentou Franklin Martins.

Segundo ele, as principais críticas contra o etanol vêm desses países.
- Quem está contra o etanol? O lobby da indústria do petróleo e o lobby da indústria viciada em subsídio na Europa e nos Estados Unidos - afirmou.

A conferência, que começa na terça-feira, tem como tema a Segurança Alimentar, Mudanças Climáticas e Bioenergia. Até segunda-feira, o presidente não tem compromissos oficiais em sua agenda.

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