No discurso de abertura da Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, onde desembarcou neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma defesa do etanol e dos biocombustíveis.
- O presidente vai defender o etanol como uma saída importante para o mundo do ponto de vista de deter mudanças climáticas, diminuir o aquecimento global, dar cumprimento às metas do Protocolo de Quioto. O etanol é um combustível limpo, que seqüestra carbono no crescimento da cana-de-açúcar e depois, quando é consumido, não produz CO2 - disse o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins.
No discurso, Lula vai ainda reiterar a disposição brasileira de transferir a tecnologia de produção do etanol para alguns países da América do Sul, da África e do Caribe.
- Ele (Lula) vai defender isso tudo como uma possibilidade de geração de renda, de emprego para os países que possuem terra, sol e água para produzir cana e etanol - comentou.
A responsabilidade pela alta no preço dos alimentos tem sido atribuída a dois fatores: o aumento no preço do petróleo nos últimos anos e os subsídios agrícolas da Europa e dos Estados Unidos.
- O combate ao protecionismo e à inflação de alimentos advinda do petróleo são as grandes questões que têm de ser colocadas - comentou Franklin Martins.
Segundo ele, as principais críticas contra o etanol vêm desses países.
- Quem está contra o etanol? O lobby da indústria do petróleo e o lobby da indústria viciada em subsídio na Europa e nos Estados Unidos - afirmou.
A conferência, que começa na terça-feira, tem como tema a Segurança Alimentar, Mudanças Climáticas e Bioenergia. Até segunda-feira, o presidente não tem compromissos oficiais em sua agenda.