Embora o governo israelense tenha se mostrado cauteloso diante das iniciativas diplomáticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que afirmou, em Damasco, considerar 'inaceitáveis' a 'continuada ocupação' de territórios palestinos e 'a manutenção e expansão dos assentamentos -o embaixador israelense em Brasília e analistas em Tel-aviv não esconderam na última quinta-feira seu desagrado em relação às posições brasileiras.
- Israel só está no Golan por causa dos ataques sírios diários que partiam da região antes de 1967 - respondeu o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Gazit, em entrevista ao Brasil.
- Vamos pensar seriamente em devolver o Golan se a Síria realmente quiser assinar um acordo de paz conosco. O problema é que não temos certeza das intenções dos sírios - afirmou o embaixador à jornalista Daniela Kresch.
Na mesma linha, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, David Saranga, afirmou que seu país concorda com Lula na questão da criação de um Estado palestino - outra posição do Brasil, também manifestada nos encontros de Damasco e através do apoio dado pelo País a resoluções das Nações Unidas.
- Nossa preocupação é apenas quanto ao caráter desse Estado, se ele vai apoiar o terrorismo ou não - acrescentou porém o porta-voz.
Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026
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