Dilma e seu neto Gabriel durante o desfile cívico-militar de 7 de setembroA reafirmação da defesa, da importância e da prioridade conferidos ao mercado interno por seu governo foi um dos pontos mais importantes do pronunciamento feito em rede nacional de rádio e TV pela presidenta Dilma Rousseff por ocasião da passagem do Dia da Independência.
Enquanto articulistas e comentaristas se debatem na discussão se a presidenta mudou ou não a política econômica, ela mostra a coerência de sua administração com os governos de seu antecessor (Lula) alavancando o mercado interno como propulsor da manutenção do crescimento econômico e, agora, para a superação dos efeitos da crise global.
A presidenta destacou o fato de a crise econômica atual ser mais complexa que a de 2008, mas tranquilizou os brasileiros: a turbulência não ameaça tão fortemente o Brasil. Ela atacou a concorrência desleal de que o Brasil é vítima no comércio e reiterou seu compromisso de não permitir ataques à indústria nacional.
Mercado: "a principal arma" do Brasil contra a crise
Ao utilizar a maior parte dos 11 minutos de seu pronunciamento para falar sobre o mercado interno acentuou: ampliá-lo e defendê-lo é a "a principal arma" com que o Brasil conta para enfrentar a crise econômica global. O pronunciamento da presidenta é uma sequência - coerente - da série de medidas que seu governo tem adotado no sentido de privilegiar o mercado interno.
Dentre as várias providências, eu destacaria desonerações nos setores de texteis (confecções), calçados e artefatos, móveis, software incluídas no programa Brasil Maior (nova política industrial do país), e para a pequena e média empresas, a indústria automobilística e a produção de tablets autorizadas em medidas específicas.
Assim, a defesa do mercado interno feita pela presidenta em seu discurso do 7 de setembro tem tudo a ver com a nossa independência, sim, e com o futuro do país. Veja aqui a íntegra do pronunciamento da presidenta.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR