Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Disco homenageia escritor beat Jack Kerouac

Segunda, 17 de Agosto de 2009 às 11:23, por: CdB

O músico country-alternativo Jay Farrar se juntou a Ben Gibbard, da banda Death Cab for Cutie, para um álbum em homenagem ao escritor beatnik Jack Kerouac, chamado One Fast Move or I'm Gone: Kerouac's Big Sur (Uma manobra rápida ou vou embora: o Big Sur de Jack Kerouac).

As 12 canções do álbum serão lançadas em 20 de outubro pela F-Stop/Atlantic, e servirão de trilha para um documentário a respeito do período que o escritor passou na região de Big Sur, na Califórnia. As composições e gravações vinham sendo feitas desde 2007.

Farrar e Gibbard são fãs de Kerouac há muito tempo e, segundo Farrar, tiraram 90% das letras das músicas do romance Big Sur (1962), inclusive um poema que aparece como adendo ao livro - Mar: sons do oceano Pacífico em Big Sur.

– Eu não conhecia Jay antes, e nos encontramos num estúdio com a equipe do filme, piscando um para o outro, mergulhando direto nas sessões de gravação –, disse Gibbard à Billboard.com.

– Naquela primeira sessão, fizemos três ou quatro músicas juntos. Tivemos a trepidação de realmente não nos conhecermos; de sermos apresentados em tempo real, conforme registrávamos uma bela gravação.

Gibbard e Farrar dividem os vocais, com a participação de Brad Sarno e Aaron Espinoza na faixa título, e Mark Spencer tocando vários instrumentos. Farrar também toca guitarra, percussão e gaita, e Gibbard participa como guitarrista e baterista em algumas faixas.

– Havia uma familiaridade com as palavras de Kerouac –, disse Farrar. – Havia um elemento de um menino tomando conta de uma confeitaria, de certa forma. O método de escrita de Jack - a ideia de que você receber ideias cruas, o método do fluxo de consciência -, sempre o apreciei –.

Farrar disse também que a pré-produção foi mínima, "essencialmente uma desconstrução do processo de gravação."

– Não foi tanto uma sessão de gravação sem esforço, mas era como se as músicas estivessem no banco do motorista –, acrescentou Gibbard.

– Estávamos muito conscientes de não superproduzi-las e acrescentar camadas de vocais ou 'overdubs'. Fazendo minha própria demo caseira, sou um notório usuário do 'overdub'. Eles (Farrar e Spencer) mantiveram isso realmente esparso, e fiquei realmente atraído por isso. Como algumas poucas coisas acontecem: não há muitos adornos, e eu gosto disso.

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