Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 2026

Dirigentes das Nações Unidas alertam sobre medidas que devem ser tomadas para combate ao terrorismo

Terça, 03 de Maio de 2011 às 02:05, por: CdB

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Na Organização das Nações Unidas (ONU), os dirigentes dos diversos órgãos que compõem a entidade apoiaram as operações norte-americanas que levaram à morte do líder e fundador da Al Qaeda, Osama Bin Laden. Porém, eles destacaram a necessidade de ampliar as bases jurídicas para efetivar as ações de combate ao terrorismo no mundo e lembraram que é preciso não deixar cair no esquecimento as vítimas dos atos terroristas.

O secretário-geral das  Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que a morte de Bin Laden deve servir como um “divisor de águas” e para “recordar as vítimas e suas famílias nos Estados Unidos e no mundo”. As informações são da agência de notícias das Nações Unidas.
 
 "[A morte de Bin Laden deve ser] um divisor de águas na nossa luta contra o terrorismo global. Os crimes da Al Qaeda atingiram quase todos os continentes, trazendo a tragédia e as perdas de vida para o cotidiano de milhares de homens, mulheres e crianças", disse Ki-moon.

O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Joseph Deiss, afirmou que a luta contra o terrorismo é motivada "por todas as vítimas”. “Os terroristas devem saber que seus atos bárbaros e covardes não ficarão impunes" , acrescentou.

O diretor executivo do Gabinete das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), Yury Fedotov, defendeu que a comunidade internacional busque ampliar as bases jurídicas na tentativa de conter o avanço do terrorismo no mundo. "Há ainda um trabalho significativo a ser enfrentado contra o terrorismo".

Na presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador francês Gérard Araud reiterou a necessidade de manter o alerta internacional para eventuais represálias por parte de células terroristas devido à morte de Bin Laden.

A Bin Laden são atribuídos vários crimes internacionais. O mais emblemático deles se refere aos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York e Washington, que mataram 3 mil pessoas. Segundo autoridades estrangeiras, o líder da Al Qaeda é suspeito de estar por trás de um bombardeio a duas embaixadas dos Estados Unidos na África, em 1998.

Edição: Graça Adjuto

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