Dirigentes da Fifa são investigados por relógios dados pela CBF na Copa
A Fifa abriu investigação para determinar se houve infração do código de ética por parte de membros do comitê executivo da entidade que receberam relógios comemorativos de patrocinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) durante a Copa do Mundo deste ano no Brasil.
Michael Garcia, presidente do comitê de ética da Fifa, em entrevista coletiva na sede da Fifa, em Zurique O francês Jerome Champagne fala durante entrevista coletiva em Londres
A Fifa abriu investigação para determinar se houve infração do código de ética por parte de membros do comitê executivo da entidade que receberam relógios comemorativos de patrocinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) durante a Copa do Mundo deste ano no Brasil.
"A CBF distribuiu relógios comemorativos na Copa do Mundo no Brasil de seus próprios patrocinadores (como parte das comemorações do centenário da entidade) para várias pessoas, incluindo os membros do comitê executivo da Fifa", disse a federação internacional em comunicado.
"O comitê de ética foi informado sobre isso apropriadamente em junho de 2014 e está lidando com o tema."
A Fifa disse que o presidente do comitê de ética da entidade, Michael Garcia, e o chefe do comitê de auditoria, Domenico Scala, já impediram membros do comitê executivo, assim como o presidente Joseph Blatter, de receberem relógios oferecidos pela Hublot, patrocinadora oficial da Fifa.
"Os dois presidentes (dos comitês de ética e auditoria) determinaram em junho de 2014 que isso não seria permitido pelas regras da organização e, sendo assim, ficou decidido não se distribuir relógios a nenhum membro", disse a Fifa.
"O fato é que a Fifa não distribuiu nenhum relógio a nenhum dos membros de seu comitê executivo nem a seu presidente nem a seu secretário-geral."
Presidência da Fifa
O ex-integrante da Fifa Jerome Champagne anunciou formalmente nesta segunda-feira que vai disputar contra Joseph Blatter a eleição do próximo ano para presidente da entidade que comanda o futebol mundial.
- Tenho a honra de informar que acabo de escrever para o comitê eleitoral da Fifa e seu presidente, Sr. Domenico Scala, para confirmar a minha intenção de concorrer à presidência da Fifa - disse Champagne em uma carta em seu site de campanha.
O francês, ex-diretor de relações internacionais da Fifa, anunciou em janeiro que tinha a intenção de concorrer à presidência da Fifa, mas desde então confundiu muitos observadores com seus comentários sobre Blatter.
Blatter, de 78 anos, anunciou na semana passada que vai buscar um quinto mandato e, com a decisão do presidente da Uefa, Michel Platini, de não desafiá-lo, a perspectiva de o suíço ficar sem oposição parecia provável.
Champagne não mencionou Blatter pelo nome em seu comunicado, mas o dirigente de 56 anos disse que era importante ter um debate sobre o futuro do esporte.
- Estou feliz que o debate sobre o futuro da Fifa e do futebol finalmente começou com a perspectiva de vários candidatos - disse ele, acrescentando que gostaria que os candidatos participassem de debates públicos e na televisão em todo o mundo.
- Nós temos que tomar decisões claras sobre se queremos continuar com a polarização econômica atual e os desequilíbrios esportivos que isso traz, ou se estamos dispostos a reequilibrar o esporte em nosso globalizado século 21.
Secretário-geral da Fifa entre 2002 e 2005, Champagne trabalhou em projetos especiais entre 2005 e 2007 e foi diretor de relações internacionais a partir de 2007 até deixar a Fifa em 2010, depois que uma disputa política custou-lhe a posição.
Ex-diplomata, desde 2010 Champagne tem trabalhado como consultor independente de futebol internacional com foco na resolução de problemas em Kosovo, Palestina e Israel e Chipre.
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