Dirigente europeu diz que IAAF precisa fazer mais para combater doping
O principal dirigente do atletismo europeu, Svein Arne Hansen, pediu ao novo presidente e conselho da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) que coloque o doping no topo da sua agenda para os próximos quatro anos.
Por Redação, com Reuters - de Pequim/Londres:
O principal dirigente do atletismo europeu, Svein Arne Hansen, pediu ao novo presidente e conselho da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) que coloque o doping no topo da sua agenda para os próximos quatro anos.
O atletismo vem sendo abalado nas últimas semanas por casos de doping
O congresso desta quarta-feira da IAAF elegerá o novo presidente da entidade. Sebastian Coe, da Grã-Bretanha, e Sergey Bubka, da Ucrânia, disputam o cargo. Também será eleito um novo conselho.
- É claro que nossos membros sentem ser necessário que haja uma comunicação mais proativa da IAAF - disse Hansen, que é norueguês, em um comunicado nesta terça-feira.
- O doping no esporte é um desafio complexo e eu acho que nós precisamos expandir a luta e nosso diálogo, indo além da questão das novas regras e do número de testes de controle de doping - acrescentou Hansen, que integrará o novo conselho como representante europeu.
O atletismo vem sendo abalado nas últimas semanas por casos de doping e críticas à IAAF, acusada de não fazer o suficiente para resolver o problema.
Iaaf nega acusações
No início deste mês, a Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês) rejeitou as reportagens sobre doping generalizado no esporte.
A entidade afirmou que as matérias do jornal britânico Sunday Times e da rede alemã ARD/WDR não trouxeram novos indícios de que algum atleta foi pego em um teste de drogas e que deduziram equivocadamente que a Iaaf não consultou os resultados assim que saíram.
- A Iaaf leva muito a sério as alegações publicadas pelo Sunday Times e pela ARD e as investigou a fundo - declarou a associação em um comunicado de nove páginas.
- As alegações publicadas foram sensacionalistas e confusas; os resultados referidos não foram testes positivos. Na verdade, tanto a ARD quanto o Sunday Times admitem que sua avaliação dos dados não comprovou doping.
O comunicado incluiu um sumário sobre como o teste de sangue é realizado e respostas específicas a algumas das acusações. A Iaaf criticou a publicação do que disse serem dados particulares e confidenciais obtidos sem seu consentimento.
- Não há espaço para atalhos, abordagens simplistas ou sensacionalismo quando as carreiras e reputações de atletas estão em jogo - disse o professor Giuseppe d'Onofrio, descrito como um dos mais destacados hematologistas do mundo trabalhando como especialista na área de Passaportes Biológicos de Atletas.
O atletismo, eclipsado por alguns casos estrondosos de doping nas últimas três décadas, mergulhou em uma crise no domingo, quando surgiram reportagens de que um delator teria divulgado dados secretos indicando a suspeita de doping generalizado na modalidade entre 2001 e 2012.
Os testes foram analisados por dois cientistas australianos, que mais tarde declararam à Reuters que, embora mais de 800 atletas tenham mostrado um ou mais resultados “anormais”, isso não prova doping, mas desperta suspeitas.
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