Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Dirigente da Fifa quer Copa de 2026 na África

A imprensa do Egito noticiou que o presidente da FIFA, Joseph Blatter, expressou o desejo de promover a Copa do Mundo de 2026 na África, seguindo o rodízio entre os continentes.

Quarta, 22 de Abril de 2015 às 10:47, por: CdB
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O presidente da FIFA, Joseph Blatter
  A imprensa do Egito noticiou que o presidente da FIFA, Joseph Blatter, expressou o desejo de promover a Copa do Mundo de 2026 na África, seguindo o rodízio entre os continentes. O canal Nil Sports destacou, inclusive, que o dirigente dissera que os países que quisessem sediar o mundial deveriam preparar suas candidaturas.
A Copa do Mundo foi realizada na África uma única vez: em 2010, na África do sul. Para 2026, os países com mais probabilidades de se tornarem pretendentes à organização seriam, segundo a imprensa egípcia, o próprio Egito, Marrocos e Gana. Em 2018, a Copa do Mundo acontecerá na Rússia, enquanto em 2022 o Qatar receberá a competição. A FIFA terá eleição para presidente em maio e Blatter é candidato à reeleição.

Dirigente olímpico

O líder da associação que representa as federações esportivas internacionais fez uma crítica feroz ao Comitê Olímpico Internacional (COI), o acusando de ser um organismo "obsoleto, desatualizado, errado, injusto e nada transparente."

Com o presidente do COI, Thomas Bach, presente, Marius Vizer, líder do SportAccord, a Associação Geral das Federações Esportivas Internacionais, disse que o organismo olímpico está "se movendo em direção à destruição" se não der mais poder às federações esportivas. Vizer acusou Bach de bloquear eventos multiesportivos, de interferir na autonomia das organizações esportivas e de evitar que líderes importantes participem da votação para selecionar as sedes olímpicas.

Seu discurso foi uma manifestação pública rara de discórdia dentro do movimento olímpico. E ocorreu após o COI decidir não realizar uma reunião de seu comitê executivo durante a conferência do SportAccord em Sochi. Vizer, cuja organização representa as federações de esportes olímpicos e não olímpicos, solicitou que os líderes esportivos com cargos tenham a maioria dos votos no COI e que mais dinheiro seja dividido entre as federações esportivas nacionais e os atletas.

- A história provou que todos os impérios que atingiram seu pico de potência nunca foram reformadas a tempo e se encaminharam todos até a destruição - disse Vizer, segundo a Agência Estado, na convenção do SportAccord em Sochi. O dirigente acrescentou que as federações tinham sido marginalizadas do programa de reformas Agenda Olímpica 2020 e argumentou que o canal digital olímpico do COI que será lançado este ano não tem base financeira sólida. Bach respondeu dizendo que as declarações de Vizer não são referendadas pelas federações do SportAccord e que o COI se mostra "aberto ao diálogo" com elas. "Tenho conversado com muitos de seus colegas e minha impressão é que suas opiniões são só dele", disse Bach. "Muita gente fez propostas construtivas que estão gerando uma ainda mais estreita cooperação entre o COI e as federações internacionais". O COI pode ter um máximo de 115 membros com direito a voto e não mais de 45 podem ser atletas, dirigentes de federações ou representantes de comitês olímpicos nacionais. Vizer, que dirige a Federação Internacional de Judô e não é membro do COI, disse que "a maioria dos votos deveriam ser de pessoas no exercício de uma função ou de organismos diretamente relacionados ao esporte." Vizer foi reeleito sem oposição e preside o SportAccord desde 2013. Ele propõe um "Campeonato Mundial unido" a cada quatro anos, com a participação de todos os esportes, evento que poderia concorrer com os Jogos Olímpicos. Dirigindo-se a Bach, Vizer disse: "Senhor presidente, por favor, pare com a estratégia de bloquear a estratégia do SportAccord em sua missão de identificar e organizar convenções e encontros multiesportivos."
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