Futuro ministro da Fazenda, Antonio Palocci afirmou, nesta sexta-feira, que a diretoria do Banco Central só será indicada em fevereiro de 2003. Os atuais diretores, da gestão de Armínio Fraga, permanecerão nos cargos até a indicação dos novos nomes. O futuro ministro negou que o Partido dos Trabalhadores esteja enfrentando obstáculos para definir a equipe. "Não há dificuldade alguma em escolher essa diretoria", disse Palocci. O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, já havia anunciado, em nota oficial, na véspera, que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva poderia contar com o apoio e a colaboração de todos os diretores, desmentindo notícia veiculada por um jornal de que os diretores da instituição renunciariam a partir de janeiro. Na quinta-feira, Lula anunciou o nome do novo presidente do BC, o economista e deputado eleito por Goiás, Henrique Meirelles. Palocci defendeu também nesta terça-feira a unificação de diferentes programas referentes à renda, que existem atualmente em vários ministérios, para melhorar a qualidade dos gastos públicos. Segundo Palocci, existe um conjunto grande e diferenciado de programas para garantir renda, em vários ministérios. "Se unificarmos esses programas, teremos um ganho extraordinário de qualidade e valores", afirmou Palocci, ao sair de uma reunião com o ministro da Fazenda, Pedro Malan. Palocci disse que o superávit deve ser o necessário para que se estabilize a relação da dívida com o Produto Interno Bruto (PIB). "Essa é uma questão central para o Brasil", afirmou Palocci, distacando que as metas do superávit precisam ser revistas.
Diretoria de Armínio permanece até fevereiro, diz Palocci
Sexta, 13 de Dezembro de 2002 às 16:42, por: CdB