Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Diretor do FMI se diz "entusiasmado" com desempenho de Lula

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Kohler, disse esta quinta-feira estar profundamente impressionado com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Além de entusiasmado, estou muito impressionado. Aliás, o que o governo demonstrou nos seus 100 primeiros dias é também muito impressionante", afirmou Kohler. (Leia Mais)

Quinta, 10 de Abril de 2003 às 10:29, por: CdB

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Kohler, disse esta quinta-feira estar profundamente impressionado com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Além de entusiasmado, estou muito impressionado. Aliás, o que o governo demonstrou nos seus 100 primeiros dias é também muito impressionante", afirmou Kohler. Prosseguindo nos elogios ao presidente brasileiro, Kohler disse que Lula tem a credibilidade que falta um pouco a outros líderes no sentido de trabalhar sério numa agenda de crescimento econômico com igualdade social. O diretor-gerente do FMI disse que o governo está certo em colocar as reformas tributária e da previdência social como prioridade na sua agenda de governo. Kohler se disse confiante que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o sistema político no Brasil vão "fazer o seu trabalho e que renderá frutos". "Essa é agenda correta, o objetivo e direção corretos para o Brasil e para toda a América Latina", afirmou. Para Kohler, se a rodada de Doha de negociações comerciais não for concluída em dois anos, a vida do presidente Lula será muito difícil. "Será uma decepção. A rodada não deverá fracassar, mas seria uma decepção e tornaria a vida do presidente Lula ainda mais difícil", disse Kohler. "Mas é preciso esperar para ver", afirmou. Kohler fez tais comentários em resposta a pergunta sobre se a enorme divisão entre os países industrializados em relação à guerra do Iraque não acabaria comprometendo o esforço para concluir a rodada de Doha e quais as conseqüências para países como o Brasil. "Espero que os líderes mundiais dêem uma demonstração de cooperação e proporcionem um impulso na rodada de negociação. A situação pede cooperação e o comércio internacional é a maior demonstração do espírito de cooperação", disse o diretor-gerente do FMI.

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