Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Diretor de galeria britânica defende falsificações

Quarta, 22 de Julho de 2009 às 09:28, por: CdB

 O diretor da National Gallery de Londres, que abriga uma das mais importantes coleções de arte do mundo, garente que saudaria mais obras falsificadas.

– Eu bem que gostaria que tivéssemos mais falsificações –, disse Nicholas Penny, que também é um respeitado estudioso das artes.

– Vale a pena ter algumas falsificações numa coleção –, completou ele. – Não tê-las expostas como se fossem a obra original, mas exibindo-as como o que são: falsificações ou imitações–.

Entre as mostras anunciadas para 2010 na galeria estão Exame Minucioso: Falsificações, Erros e Descobertas, que estudará falsificações, cópias e pinturas feitas por alunos dos grandes mestres.

Penny disse que o estudo da origem real de uma pintura, com a ajuda de métodos científicos cada vez mais avançados, é uma parte importante dos estudos de arte e pode ajudar as pessoas a ter uma compreensão melhor da pintura.

– Todas as coleções sérias de moedas incluem falsificações –, disse ele, acrescentando: – É claro que só estaríamos interessados em falsificações realmente interessantes.–

De acordo com Penny, o enorme acervo do National Gallery provavelmente contém muito poucas falsificações, embora "não seja possível saber ao certo".

Ele disse que muitas pinturas consideradas falsificações começaram como "imitações honestas", em que o artista não tinha a intenção de fazer o trabalho passar pela obra do artista original, mas que então marchands ou outros intermediários podem tê-lo feito para obter lucros. 

– A falsidade lhes foi imposta –, disse ele.

Penny confessou que admira uma falsificação conhecida que foi destacada na entrevista coletiva, um "Retrato de Grupo" italiano pintado no início do século 20, mas apresentado como obra renascentista.

– É uma falsificação extremamente ambiciosa. Gosto dela.

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