Diretor-executivo do Bradesco, Ademir Cossiello acredita que no momento é desnecessário o Banco Central reajustar a taxa básica de juros (Selic) no momento, embora admita que o BC tenha que ser firme no controle da inflação. Segundo ele, a taxa deveria se manter estável por pelo menos mais um encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne no próximo dia 29 de outubro. Cossielo elogiou a atuação do Banco Central diante da crise financeira, pois, segundo ele, a instituição tem sido firme e prudente na condução da economia, incluindo o controle da inflação.
– O que nós temos de preocupação maior é o controle da inflação. Isso ele não pode perder de controle em momento algum. Esse é um preço que nós não podemos pagar – disse.
Cossiello não concorda que o governo esteja tomando apenas posições reativas diante da crise e não tenha uma posição pró-ativa para contornar o problema. Para ele, o BC tem feito um trabalho “valoroso” no sentido de efetivamente minimizar o problema que se enfrenta com a crise.
– Não podemos nos precipitar nas tomadas de decisão [das quais] lá na frente possamos nos arrepender ou eventualmente tenhamos que dar um passo atrás. O Brasil está caminhando com prudência, no momento em que temos de ter serenidade e parcimônia na tomada de decisão – disse.
Cossielo disse ainda que a crise é séria para todo o mundo e carece de atenção, mas não sugere qualquer descontrole ou açodamento. Ele lembrou que o sistema financeiro brasileiro é sólido e está pouco alavancado (trabalhando com endividamento maior do que pode honrar).
Ademir Cossielo esteve no Ministério da Fazenda para discutir um contrato de prestação de serviço do Bradesco com a Receita Federal para arrecadação de impostos.