O diretor da construtora Gautama no Maranhão, Vicente Vasconcelos Coni, vai continuar preso. A decisão foi da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela é relatora do inquérito que investiga o esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos desmontado na semana passada pela Operação Navalha, da Polícia Federal (PF).
Após o depoimento, a ministra não se convenceu com as explicações de Vicente. E decidiu mandar o diretor de volta para a carceragem da PF em Brasília. Segundo as investigações da PF, ele intermediaria o pagamento de propinas a servidores públicos para aprovar medições irregulares da Gautama - apontada como a central do esquema - no Maranhão.
O diretor da construtora foi o segundo interrogado pela ministra nesta sexta-feira. Antes dele, Eliana Calmon ouviu Rosevaldo Pereira Melo, empregado e suposto lobista da Gautama. Rosevaldo foi solto por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e chegou para depor em carro próprio. A PF acredita que ele negociaria a liberação de verbas para a quadrilha.
Rio de Janeiro, 26 de Janeiro de 2026
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