De volta ao Brasil depois de dez anos no exterior e 21 meses de prisão, Andréia Schwartz seguiu direto para a capa da revista Sexy desse mês, aproveitando o bom momento da carreira que, segundo ela afirma, não era de cafetina, não era de prostituta e muito menos de informante no escândalo que levou à renúncia do governador de Nova York.
- Os homens me acostumaram mal - defende-se.
Segundo a capixaba Andréia Schwartz, de 31 anos, sua coleção de sapatos, bolsas e vestidos atinge a cifra de US$ 200 mil, com marcas famosas como Manolo Blahniks e Alaia Azzedines, os preferidos de Victoria Beckham e Raquel Welch. Estes eram o símbolo de sucesso dessa morena de 1,65 metro, 52 quilos e manequim 38 que um dia andou descalça pisando no barro das ruas de Colatina, interior do Espírito Santo. Em Nova York, no entanto, ela esbanjava charme em longos da Dior e freqüentava festas privadas nos Hamptons, uma espécie de Angra dos Reis da Costa Leste norte-americana.
No auge de sua carreira, Andréia convivia com gente como o ator Bruce Willis, a cantora Beyoncé, políticos como Eliot Spitzer, ex-governador de Nova York, e executivos como Wayne Pace, vice-presidente do grupo Time Warner, com quem namoraria durante quatro anos, até parar na na cadeia, em uma trama de traição, com muitos pontos cinzentos.