Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Direito do mais forte e luta sem classe

Sexta, 17 de Junho de 2011 às 05:40, por: CdB

Por Haroldo Pacheco da Silveira Santos 17/06/2011 às 11:22 Sobre os casos do playboy assassino Carli Filho do Paraná. Já que sua família não foi capaz de educá-lo eduquêmo-lo nós. Em todo o ano de 2010 um político assassino muito conhecido aqui no Paraná não demonstrou arrependimento; pelo contrário exibiu cinismo. Alguns meses atrás uma conhecida evangélica consolou-me do fato de eu ter perdido a convocação para trabalhar como concursado no Tribunal de Justiça do Paraná contando que lá aconteciam muitos desmandos, inclusive de juízes. Ela mesma teria sido muito corrupta lá antes de se converter. Teria então fundamento aquilo que um advogado em Santa Catarina me dissera na frente de várias pessoas quando eu estava desempregado? Lembro que era mais ou menos o seguinte: "Aceita o acordo. Você tá lutando contra o Estado! Você sai daqui e ali adiante a polícia bota droga no teu bolso e tu vai preso! Não sabe que polícia no Brasil é só para os 3 P: pobre, prostituta e preto?" A promotora tinha afirmado em seu parecer que eu usava táticas de dissimulação para encobrir minha "fragilidade geral". Ou seja, é suspeito quem parece fraco e não é rico. E os realmente fracos, sem instrução, sem amigos influentes, sem pais protetores e com menos resistência física que eu, como ficam? E se eu tivesse filhos para sustentar como poderia enfrentar o Estado? Então o Estado não foi uma evolução em relação ao sistema feudal? Collor e Sarney quase convencem que a pessoa humana é feita para o Estado e não o contrário! A didática pode dar a impressão de que a evolução das sociedades é linear em todos os sentidos. Não adianta discutir implementação de outro sistema econômico numa sociedade com ranços de feudalismo. O que ocorre no Brasil é pior que luta de classe. É uma luta sem classe em que o normal é se dar bem de qualquer jeito. É transformar a vida num jogo de Banco Imobiliário. Oficialmente por questões técnicas o Tribunal de Justiça do Paraná teve que aliviar a barra do celerado Carli Filho - protegido por ser rico e por ser político - que frivolamente matou 2 jovens. Apesar de decidir que ele vai a júri popular já tirou do cidadão comum que paga altos impostos - o "homem da esquina" - a possibilidade de considerar no processo agravantes muito importantes do caso. Não há dúvidas de que o facínora estava dirigindo muito alcoolizado e em altíssima velocidade. Mas no âmbito da lei não se pode mais considerar a conta do restaurante, o testemunho do garçom, imagens do restaurante e a manipulação e o sumiço das imagens do acidente. Também o fator surpresa, o fato de as vítimas não terem tido como escapar, foi eliminado. A coleta de sangue foi para tratamento de emergência do parasita social, não pode ser usada como prova contra ele. O histórico da carteira do atrabiliário também não conta? E o advogado do criminoso ainda comemorou dizendo que a acusação teve derrota importante! E a defesa deve entrar com recurso! Até do júri popular o canalha quer fugir. A sociedade precisa pressionar para que o playboyzinho asqueroso pegue 20 anos de cadeia e pense que depois disto talvez seja punido de outras formas. Email:: hapss200@yahoo.com.br URL:: Orkut e Facebook "Haroldo Santos"

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