Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Direito à confidencialidade (Paocci)

Sexta, 27 de Maio de 2011 às 08:40, por: CdB

Por Paul Octo 27/05/2011 às 14:12

Preferimos ficar sem saber quem são os clientes de Palocci, pois não estamos preparados para entender a realidade do Brasil.

Palocci não informará quem são os seus clientes, e portanto não especificará os servilos prestados, em nome da confidencialidade estabelecida em contrato.

Obviamente, este direto de confidencialidade deve ser protegido, pois o que seria de nós caso descobrimos que Palocci faturou alguns milhões para ser consultor de alguma das empresas de Eike Batista?

Ou, caso alguma estatal como Petrobras, Furnas, Correios, tenha contratado os serviços de Palocci, o que isto representaria? Afinal, estatais também podem lançar mão de consultores para os diversos projetos que empreendem.

Contratos de consultoria também podem ser realizados por autarquias do governo. Compreenderíamos caso a ANS (Agência Nacional de Saúde) ou a ANVISA fossem clientes da Projeto (empresa de consultoria do Excelentíssimo Ministro da Casa Civil - Palocci)?

Ou mesmo se o Governo Brasileiro diretamente contratasse os serviços de Palocci como consultor. Como seria se a Projeto tivesse prestado serviços para o Ministério da Saúde, da Educação ou de Minas e Energia? Contratada por algum expediente semelhante aos atos secretos utilizados pelo Excelentíssmo Senador José Sarney há alguns anos atrás.

Seriam todas situações dentro da lei e da ética, exceto por algum deslize administrativo (atos secretos e não publicados). Mas que muita gente ficaria sem entender ou se aproveitaria para utilizar de forma política e perversa contra Palocci e seu Partido.

Como teimamos em não nos preparar para entender como o Brasil funciona, é melhor que seja mantida a confidencialidade dos serviços prestados por Palocci.

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