Dirigentes do Shin Bet - serviço secreto israelense - informaram ao jornal "Yediot Aharonot" que extremistas judeus contrários ao plano de retirada das colônias de Gaza e da Cisjordânia têm feito inúmeras ameaças de morte ao primeiro-ministro Ariel Sharon, que podem ser levadas a cabo nos próximos dias.
Agentes do Shin Bet, a serviço da segurança de Sharon, têm que montar um "complicado plano logístico", sempre que o primeiro-ministro faz uma visita a algum lugar ou participa de um ato público, diz o "Yediot Aharonot". Membros da inteligência recomendaram que Sharon apareça menos em público e fique somente "no escritório".
Frases como "(Yitzhak) Rabin e Lily (a mulher de Rabin, que também morreu) te esperam", ou "primeiro foi Rabin, depois virá Sharon", fazem parte dos inúmeros protestos feitos pelos ativistas nas úttimas semanas.
A referência ao ex-primeiro-ministro Yitzhak Rabin se deve ao seu assassinato por um extremista judeu, em 1995, após a assinatura de acordos que davam mais autonomia aos palestinos.
Ainda nesta quinta-feira, um tribunal militar israelense sentenciou um ex-sargento a oito anos de prisão pela morte de um ativista britânico que tentava proteger civis palestinos durante confrontos em Faixa Gaza, em 2003.
Taysir Hayb foi condenado em junho por homicídio culposo pela morte de Tom Hurndall, que tinha 22 anos. Ele morreu em Londres em janeiro de 2004, após ficar nove meses em coma.
A corte deu a Hayb uma sentença de 11 anos e meio, mas afirmou que ele precisaria cumprir apenas oito anos.
Hayb atirou em Hurndall quando ele ajudava crianças palestinas a atravessar uma rua, para evitar um tiroteio em Rafah, na Faixa de Gaza.