Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Direção da AIEA aprova plano de ajuda à Síria

Quarta, 26 de Novembro de 2008 às 17:06, por: CdB

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) aprovou na quarta-feira o polêmico plano de ajuda à Síria, após receber garantias de que haverá um rígido monitoramento dos recursos. Damasco está sob investigação da AIEA por suspeita de manter um programa secreto de armas nucleares.

Estados Unidos, Canadá e Austrália, que lideravam a oposição ocidental ao projeto, criaram objeções de última hora, mas finalmente aderiram ao consenso, já que não teriam possibilidades numa eventual votação.

A solicitação síria de ajuda da AIEA para o projeto de uma usina nuclear, um trâmite quase burocrático para a maioria das outras nações, gerou um cabo-de-guerra político devido a um relatório da agência, na semana passada, insinuando que Damasco estaria construindo um reator nuclear secreto no local que foi bombardeado em 2007 por Israel.

A AIEA baseou o relatório em imagens de satélites dos EUA e em amostras ambientais contendo urânio, mas a agência alertou que as conclusões são preliminares e necessitam de mais investigações.

Apesar das restrições dos EUA e seus aliados, Rússia, China e os países em desenvolvimento, com o influente apoio do diretor da AIEA, Mohamed El Baradei, mantiveram seu apoio ao projeto, alegando que não havia base jurídica para rejeitar ajuda nuclear civil até que suspeitas sobre o desenvolvimento de armas seja comprovadas.

O texto afinal adotado pela direção diz que a ajuda, a ser realizada entre 2009 e 2011, estará sob rígido monitoramento, com atenção extra para que os equipamentos envolvidos não sejam desviados para fins militares.

Além disso, a direção da agência poderá reconsiderar o programa se o inquérito concluir que Damasco desrespeita as regras da agência, como já ocorreu com Irã e Coréia do Norte.

O projeto, avaliado em 350 mil dólares, prevê estudos de "viabilidade técnico-econômica e seleção de local" para uma usina nuclear civil. A verba, como sempre nesse tipo de projeto, vem principalmente dos membros mais ricos da AEIA.

A decisão da comissão de ajuda técnica da direção será ratificada pelo plenário de conselheiros, na reunião que começa na quinta-feira.

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