Ex-ministro e deputado cassado, José Dirceu estreou nesta segunda-feira seu blog na internet, localizado no endereço http://www.blogdodirceu.blig.ig.com.br. Dirceu, acusado de envolvimento com o esquema do valerioduto, estreou na internet com pesadas críticas ao candidato tucano, Geraldo Alckmin, que concedeu entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, nesta segunda-feira.
"Lamentável, para quem governou São Paulo por 12 anos e já governou o Brasil por oito, falar de emprego, trabalho e renda, como tentou fazer Geraldo Alckmin na entrevista que deu ontem ao Jornal Nacional. Ele foi nocauteado. Não conseguiu prestar contas sobre a segurança pública e a educação em São Paulo, isso sem falar nos gastos de publicidade da Nossa Caixa e no caixa-dois tucano.
"Nos oito anos de FHC foram criados 800 mil empregos formais. No governo Lula, foram quase de 4,5 milhões até agora. A renda só caiu no tucanato. Hoje, é público e notório que a renda subiu e a pobreza diminuiu em nosso país.
"Houve escárnio e cinismo quando Alckmin disse que "o Brasil é o último da fila, perde oportunidades, não tem projeto de desenvolvimento nacional". Aí é demais.
"O Brasil não tinha um projeto, mas, com Lula, agora tem, apesar da herança maldita deixada pelos tucanos. E é por ser contra esse projeto que Alckmin é candidato. O resto é conversa fiada", concluiu o ex-ministro.
O blog tem ainda uma seção de entrevistas, onde o ex-ministro é o entrevistador.
Entrevista
Alckmin, na entrevista, disse que se já estivesse no cargo daria um reajuste maior aos aposentados. Ex-governador paulista, ele criticou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao reajuste de 16,67% nas aposentadorias acima de um salário-mínimo:
- O governo gastou R$ 20 bilhões (1% do PIB) com todo mundo e depois virou para os aposentados e disse que não tinha R$ 7 bilhões para eles. Mas acabou de aprovar R$ 9,5 bilhões para o fundo de pensão da Petrobras. São dois pesos e duas medidas - afirmou.
Sobre o Valerioduto, Alckmin desconversou ao comentar a participação de seu partido na distribuição de propinas a políticos mineiros:
- Primeiro são coisas totalmente diferentes. Eu não justifico erro. Não tenho compromisso com o erro e punição é para todo mundo. Pode ser de qualquer partido. Agora, mensalão é corrupção, é roubo. Se houve erro, e eu acho que ele (Azeredo) já se explicou, mas se houve erro vai responder por isso. Eu aprendi com o meu pai que dinheiro publico é sagrado. E hoje temos uma praga no Brasil que é a tal da corrupção. Hoje mesmo acabou de ser divulgado quatro ministros num caso de corrupção - disse.