Feia a coisa
Há poucos dias, quando aguardava em Guarulhos seu embarque para a Cidade do México, José Dirceu perguntou a uma funcionária da Varig se poderia esperar em local reservado. Ela sugeriu a sala VIP. Dirceu explicou que estivera lá, e que a receptividade dos demais passageiros não havia sido das melhores. Pedido atendido, o ex-ministro fez outro: queria embarcar por último. A funcionária aquiesceu. Quando ele finalmente entrou no avião, a moça, por curiosidade, interfonou a um colega para checar a reação a bordo. "Não teve jeito. Vaiaram", foi a resposta. A fonte da história é a coluna Painel da Folha de S. Paulo.
Lula baixou o tom
Depois de uma primeira reação com um jeitão imperialista, Lula e o governo brasileiro baixaram o tom ao comentar a decisão do presidente Evo Morales de nacionalizar o petróleo e o gás bolivianos. E, cá para nós, quando Marco Aurélio Garcia, assessor de Lula, afirma que o governo brasileiro foi "apanhado de calças curtas" com a decisão de Morales, passa um atestado de incompetência. A nacionalização dos recursos naturais da Bolívia era a principal promessa de campanha do presidente boliviano. Agora, ao governo brasileiro e à Petrobrás cabe negociar defendendo seus interesses, mas respeitando e compreendendo a decisão do governo boliviano.
Evo Morales agiu acertadamente
O presidente da Bolívia agiu de acordo com os interesses de seu povo ao nacionalizar o gás e o petróleo, as principais riquezas do país. São recursos não renováveis, que vão acabar nas próximas décadas. Assim, é questão estratégica para a Bolívia ter o controle sobre eles. Isso implica determinar preços, ritmo de exploração e todo um conjunto de questões relacionadas ao setor. Ao povo boliviano interessa que essas decisões sejam tomadas levando em conta as necessidades presentes e futuras do país, e não a maximização de lucros das empresas estrangeiras lá instaladas.
Alckmin segue ladeira abaixo
Pesquisa do Ibope, realizada apenas no Estado de São Paulo, mostra que até mesmo onde foi governador até pouco tempo atrás, o tucano Geraldo Alckmin vai muito mal das pernas na corrida presidencial. Sua vantagem em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu à metade. Alckmin tinha 46% das intenções de voto e foi para 42%. Já Lula subiu de 28%