O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmou na última segunda-feira, no encerramento do seminário para o desenvolvimento da América Latina e Caribe, em Brasília, que 'a situação de desigualdade social no Brasil é a mais grave' de todos os países latino-americanos.
- Porque o Brasil é rico, é industrializado, é grande e tem a maior biodiversidade do planeta. Não basta crescer como crescemos durante 30 anos, se não reduzirmos as desigualdades. É preciso crescer com distribuição de renda. Esse é o grande desafio - afirmou Dirceu.
Para Dirceu, a experiência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já demonstrou que o tempo político e social não espera o tempo econômico.
- Aqueles que têm seus direitos ultrajados e desprotegidos não têm acesso à riqueza criada nas últimas décadas. Aqueles que não participam dos momentos de criação de riquezas não esperam - disse ainda.
Dirceu defendeu a urgente aprovação, pelo Congresso, das reformas política e do Poder Judiciário. Para ele, essa pode ser uma forma de reduzir desigualdades. A reforma política está parada há mais de quatro anos na Câmara; a do Judiciário teve igual destino, só que está no Senado.
Nem a comparação com o general Golbery do Couto e Silva, feita pelo senador petista Paulo Paim (RS), nem a afirmação do petista histórico Francisco Oliveira de que 'safados como (José) Dirceu estão na História desde o Império' fizeram o ministro dar qualquer tipo de resposta aos que o criticaram.
- Não falo mais com a imprensa neste ano - respondeu Dirceu, após encerrar o seminário.
Dirceu: 'A situação de desigualdade social no Brasil é a mais grave'
Segunda, 17 de Novembro de 2003 às 22:56, por: CdB