Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Diplomata dos EUA deixa Coréia do Norte após discussão nuclear

Sexta, 03 de Outubro de 2008 às 06:48, por: CdB

O secretário-assistente de Estado dos EUA Christopher Hill encerrou sua viagem à Coréia do Norte dizendo na sexta-feira que manteve conversas substanciais pela manutenção do acordo nuclear com o país, mas sem citar resultados concretos.

Hill chegou na quarta-feira a Pyongyang para tentar convencer o misterioso regime comunista local a reautorizar inspeções internacionais no programa nuclear do país, o que acarretaria benefícios políticos e econômicos para a Coréia do Norte, conforme um acordo de 2007 envolvendo Coréia do Norte, EUA, China, Rússia, Japão e Coréia do Sul.

– Não quero falar em progressos – disse Hill a jornalistas em Seul, explicando que gostaria de conversar com funcionários dos EUA e de outros países antes de divulgar detalhes.

– Não quero dizer que estou satisfeito. Fomos a Pyongyang ter discussões substanciais, que se mostraram muito substanciais e muito longas, sobre a questão do protocolo de verificação – disse.

Antes das reuniões, Paik Hak-soon, especialista em Coréia do Norte no Instituto Sejong, da Coréia do Sul, disse que poderiam ocorrer avanços se Hill oferecesse um plano flexível para a inspeção das instalações nucleares norte-coreanas.

Mas Washington disse que não faria concessões.

– Chris (Hill) não iria a Pyongyang com quaisquer novas propostas relativas à substância do regime de verificação – disse o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, a jornalistas.

Hill insistiu que o Norte deve autorizar inspeções que esclareçam as suspeitas norte-americanas de que existe um programa secreto de enriquecimento de urânio para armas na Coréia do Norte, o que criaria um outro caminho para que o país produza armas nucleares. O regime já testou bombas atômicas de plutônio enriquecido, material obtido no reator de Yongbyon, que estava sendo desmontado até o início do atual impasse.

A Coréia do Norte vetou as inspeções e iniciou obras de reconstrução em Yongbyon como retaliação à demora de Washington em retirar o país da lista de nações patrocinadoras do terrorismo.

Os EUA dizem que só vão retirar a Coréia do Norte dessa "lista negra" quando estiver em vigor um sistema que permita a verificação das declarações de Pyongyang a respeito de suas atividades nucleares.

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