Rio de Janeiro, 24 de Janeiro de 2026

Dinheiro sumido

A vereadora Andréa Gouvêa Vieira, relatora da CPI que apura irregularidades no Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e no Fundo Municipal de Assistência Social, deu uma bela imprensada no secretário municipal de Assistência Social, Marcelo Garcia. (Leia mais)

Quinta, 17 de Maio de 2007 às 09:11, por: CdB

A vereadora Andréa Gouvêa Vieira, relatora da CPI que apura irregularidades no Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e no Fundo Municipal de Assistência Social, deu uma bela imprensada no secretário municipal de Assistência Social, Marcelo Garcia, que não soube explicar o que está havendo com os recursos financeiros cuja destinação ele próprio deveria administrar.

- Isso é muito sério. Existem R$ 25 milhões para serem usados este ano e não estão em lugar nenhum. O secretário não sabe explicar. Não tem dinheiro voando. Se não está aqui, tem que estar em algum lugar - disse a vereadora.  - O Fundo existe para atender a necessidades urgentes, mas está sendo usado na ciranda financeira da prefeitura, para produzir juros, ao invés de assistir aos mais carentes - desabafou a vereadora Andréa Gouvêa Vieira.
 
Que oportunidade!
 
Na sessão da CPI, Andréa Gouvêa Vieira questionou por que apenas uma organização, o Cieds (uma ONG que o próprio secretário municipal Marcelo Garcia Vargens fundou e dirigiu até 99) tem R$ 9 milhões em contratos com a Secretaria de Assistência Social, valor que equivale a dois anos de dotação de recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A vereadora perguntou quantos contratos havia com essa ONG antes de Garcia assumir a Secretaria, e ele nem soube responder. Não havia nenhum.
 
Sem creches
 
Enquanto está sumido o dinheiro dos fundos municipais destinados à assistência social, as creches existentes no Rio de Janeiro estão em crise, porque a Prefeitura não mais lhes repassa os recursos. A creche do Morro do Chapéu Mangueira, por exemplo, há três anos não recebe apoio da Prefeitura do Rio e está ameaçada de fechar.

Marmelada

A CPI que investiga irregularidades na concessão do Riocentro à empresa francesa GL Eventos já ouviu o advogado Luiz Paulo Viveiros de Castro, autor de uma ação popular contra a Prefeitura do Rio. No processo de licitação, Viveiros de Castro listou muitas anormalidades que podem ser constatadas: a questão do capital, o direcionamento do resultado e a falta de autorização legislativa para negociação de uma empresa pública, além do repasse dos débitos à Prefeitura e da marca Riocentro de maneira gratuita. O advogado denunciou que a licitação foi uma marmelada estarrecedora. O pior é que a CPI não vai dar em nada.

Agiotagem

A pretexto de forçar a queda do custo dos empréstimos a pessoas e empresas, o Banco Central ameaça adotar um cronograma de redução gradual dos depósitos compulsórios recolhidos pelos bancos. Era tudo o que os banqueiros queriam, para aumentar ainda mais os lucros. Quanto à pretendida queda dos juros nos empréstimos, é claro que isto jamais acontecerá, enquanto os banqueiros estiverem dominando a economia nacional.

Ricos e pobres

A ditadura chinesa criou uma trágica separação entre ricos e pobres. Para conter o crescimento populacional, uma lei determina que casais urbanos só podem ter um filho, enquanto aqueles que vivem na zona rural podem ter duas crianças. Mas isso só vale para os pobres, porque os ricos pagam a multa equivalente a R$ 50 mil e podem ter o número de filhos que bem entenderem. É cruel e desumano.

Reprovação

O atual nível de aprovação do presidente americano, George W. Bush, está em 28%, o mais baixo desde que chegou à Casa Branca pela primeira vez, em 2001, segundo pesquisa realizada pela revista Newsweek. Para complicar a vida do homem que por enquanto é o mais importante do mundo, o dólar segue em queda e o Iraque virou um novo Vietnã. Bush ficará na história como o pior governante dos EUA. Com inteira justiça.

Aquecimento

A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Wangari Maathai, convoca cidadãos de todo o mundo a plantar um bilhão de árvores ao longo de 2007, p

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