Mais de R$611 mil que a polícia apreendeu durante a operação Propina SA, foram depositados em juízo nesta sexta-feira, numa conta do banco Itaú, no Rio de Janeiro.
Agentes da Delegacia Fazendária levarão o dinheiro em moeda estrangeira para a perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli.
– Depois o montante deve ser encaminhado ao Banco Centra”, disse o delegado Antônio Carlos Carvalho, da Delegacia Fazendária do Rio. De acordo com os promotores, o esquema pode ter dado um prejuízo de R$ 1 bilhão aos cofres públicos e começou em 1992. Trinta e uma pessoas, entre fiscais, empresários e contadores, foram presas na operação.
Os membros do Ministério Público dizem que, com a análise do material apreendido, podem surgir novas provas indícios e indícios do envolvimento outras pessoas.
Segundo o MP, uma das formas de atuação dos fiscais acusados seria a cobrança de mensalidades dos empresários, em troca de proteção. O Ministério Público já sabe da existência de pelo menos duas contas que no exterior e onde parte do dinheiro da propina teria sido depositada. Os promotores pediram o bloqueio dessas contas e também informações sobre a movimentação. Mas os processos podem demorar meses e eles estão preocupados com a possibilidade de o dinheiro ser transferido para algum paraíso fiscal.
Durante a operação, foram realizados seqüestros, arrestos e bloqueios de valores. Entre os bens seqüestrados estão uma casa no Rio avaliada em R$ 4 milhões, automóveis de luxo blindados de R$ 400 mil e quantias em dinheiro elevadas na casa de R$ 1 milhão, além de uma lancha em Angra dos Reis.