Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Dilma segue em conversas com aliados sobre eleições presidenciais

Quarta, 14 de Outubro de 2009 às 10:04, por: CdB

As conversas que passou a ter com os partidos aliados têm como objetivo assegurar a continuidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Pré-candidata à Presidência da República, a ministra já teve reuniões com o PMDB, o PDT, o PRB e o PCdoB. Na noite passada, a cúpula do PR ofereceu um jantar à ministra.

– Discutimos a conjuntura nacional e como é que fica para todos nós, não uma candidatura propriamente dita, mas a nossa contribuição para fazer com que o projeto do presidente Lula tenha um terceiro mandato. Vamos discutir as consequências do processo que vai levar à sucessão do presidente Lula de uma ótica de como nós vamos dar continuidade ao projeto – afirmou Dilma a jornalistas após o encontro com líderes do PR.

Dilma lembrou a proximidade que ela e o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), têm devido ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

– Eles (os integrantes do PR) são da base do governo e vamos obviamente considerar importante a participação deles (na campanha de 2010) – destacou.

Dilma evitou comentar as informações de que o PT fechou um acordo para que o PMDB, maior legenda aliada, indique o candidato a vice-presidente da sua chapa para a eleição de 2010.

– Não posso assumir uma posição dessas porque eu teria que assumir que eu sou a pessoa indicada. Eu não posso fazer isso ainda, uma vez que o PT não se reuniu para definir isso – afirmou, lembrando que o presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), tem liberdade para fazer esse tipo de comentário.

Dilma negou que os demais partidos governistas estejam insatisfeitos com o fato de o PT priorizar uma aliança com o PMDB.

– O PR está satisfeito com o governo – respondeu.

O ministro dos Transportes, que acompanhou parte da entrevista concedida pela ministra, acrescentou:

– Isso é natural. O PR, em número, é o terceiro partido da base do governo, e quer ser tratado como tal.

Perguntada sobre a afirmação que Berzoini fez sobre a possibilidade de a ministra Dilma deixar o governo em fevereiro depois que o PT homologar sua candidatura, ela desconversou.

– Se eu for candidata, é uma possibilidade... Essas coisas a gente não discute a hipótese – concluiu.

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