A ministra da Casa Civil Dilma Rousseff está internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo o hospital, ela passa por tratamento prolongado de saúde. Ela será submetida a tratamento de linfoma - câncer que se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático.
Dilma Rousseff, revelou neste sábado que está se submetendo a um tratamento de quimioterapia após ser diagnosticada com linfoma e realizada a retirada de um tumor num gânglio linfático.
Candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua sucessão, Dilma afirmou em entrevista no hospital, que seguirá com suas atividades normais durante o tratamento.
– Do ponto de vista da minha atividade como ministra vou mantê-la no mesmo ritmo porque não há incompatibilidade entre uma coisa e outra –, disse a ministra, acompanhada dos médicos responsáveis por seu tratamento.
A doença foi diagnosticada em estágio inicial durante exames de rotina há cerca de três semanas e o gânglio, de dois centímetros na axila esquerda, foi retirado durante uma cirurgia de 45 minutos.
Apesar de exames não terem indicado outros focos da doença em seu organismo, a ministra será submetida a um tratamento de quimioterapia complementar que deverá durar quatro meses, explicaram os médicos.
– Mesmo no estágio inicial, esse tipo de linfoma exige um tratamento complementar –, disse a oncologista Yana Novis.
De acordo com os médicos, os efeitos colaterais do tratamento serão mínimos para a ministra e as chances de cura são maiores de 90%.
– Queria dizer que estou certa que vai ser algo que vai ser superado. Eu me sinto perfeitamente bem – garantiu.
A ministra colocou um cateter de longa permanência que facilita o tratamento quimioterápico ou com antibióticos.
Em outubro de 2007, a ministra ficou internada por três dias no Sírio-Libanês para tratamento de diverticulite aguda.